Intervalo

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Sobre a XIV Semana de Letras e Artes: O Sarau



A poesia será destaque no encerramento da XIV Semana de Letras e Artes. Serão apresentadas poesias de grandes nomes da poesia mundial, bem como a produção dos estudantes de letras da Faculdade de Letras e Artes, FALA, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.


Informações: pedro.letras@yahoo.com.br; gata.fly@hotmail.com; monick_mds@hotmail.com

Apenas meus poemas

terça-feira, 27 de novembro de 2007

salvação


Despido de minha alma,
Na calma da noite,
Anjo decaído,
Divaguei por terras alheias de meu pensamento vago.
Encontrei como minha cara espichada num Cristo
– esquema ilusório.

Uma lágrima virada em rio caudaloso.
Voz suave no silêncio do tempo,
Estou preso num leve desespero.
Enxergo-me atraído pelo inferno dantes.
Não quero mais dormir.

Olhei minha alma por vezes cortada no espelho,
Cheiro de morte no ar,
Estou prestes a pular no cansaço de meus olhos.
Desperdicei meu tempo preso em mim.

Preciso de palavras pra esse caso de emergência.
Pra cumprir um poema sem nexo.
Sem cor, sem amor, um poema suicida.
Preciso das sombras delas pra dilatar meu funeral.
Debaixo do tempo me esconderei,
Amarrado no desespero.

Nunca me vi alma vil presa – estranhei.
Cedo ou tarde tenho de me despedir de mim.
Voltar ao começo:
Anjo decaído preso no tempo
– pensamento vago.
Cara espichada em versos verde lodo
– Cristo bugre.
Alma cingida por fitas vermelhas
– o desespero, uma solidão nua.
Prestes a jogar-se num precipício
– a vida, um inferno por onde vaguei antes.
Por um poema não escrito
– lágrima, voz suave no silêncio do tempo.



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Poema publicado no Jornal Trabuco, ano I, n. 1. jul. ago. 2008. Disponível em Garganta da Serpente.

Intervalo


Auta de Souza in verso e [re] verso

Este é o minicurso que será administrado a partir de quarta-feira, dia 04 de dez na XIV Semana de Letras e Artes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.


Auta de Souza nasceu em Macaíba (RN), em 12 de setembro de 1876, filha de Eloy Castriciano de Souza e Henriqueta Leopoldina de Souza e irmã de dois políticos e intelectuais, Henrique Castriciano e Eloy de Souza. Aos 14 anos apareceram os primeiros sinais da tuberculose, obrigando-a a abandonar os estudos e a iniciar uma longa viagem pelo interior em busca de cura.

Auta de Souza deve ser considerada a poetisa norte-rio-grandense que mais ficou conhecida fora do Estado. Sua poesia, de um romantismo ultrapassado e com leves traços simbolistas, circulou nas rodas literárias do país despertando sempre muita emoção e interesse, e foi fartamente incluída nas antologias e manuais de poesia das primeiras décadas. Como a maioria dos escritos femininos, sua obra poética deixou-se contaminar pelas experiências vividas, o que, aliás, não compromete o lirismo e o valor estético de seus versos.

Aos 24 anos, no dia 7 de fevereiro de 1901, Auta de Souza morria tuberculosa.

Obra. No ano de 1900 publica seu único livro de poemas sob o título de Horto.

O minicurso se propõe a fazer uma breve discussão em torno de aspectos literrários, tais como os biográficos de Auta de Souza, o fazer poético da autora ressaltando a importância de sua obra para a Literatura Potiguar; em linhas gerais promover discussões que instinguem a construção de novos pesquisadores em derredor de sua obra.


As inscrições para este minicurso e outros devem ser feitas na secretaria do curso de letras, na Faculdade de Letras e Artes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte mediante pagamento de taxa simbólica de R$5,00.