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Mostrando postagens de Junho 5, 2008

O leopardo, Luchino Visconti

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Decadência da aristocracia e ascensão da burguesia na visão de nobre comunista marcam refinado épico

Nascido em uma das famílias mais ricas da Itália, Luchino Visconti começou a carreira virando as costas para o berço aristocrático e abraçando sua grande paixão, a causa comunista. Seus primeiros títulos, primeiros dentro do movimento neo-realista italiano, possuem muitos dos ideais marxistas e exploram as dificuldades e os sonhos das classes baixas e operárias, caso de Obsessão (de 1942, adaptação não-creditada de O destino bate à sua porta, livro policial de James M. Cain), Belíssima (1951) e, notadamente, A terra treme (1948). Com Sedução da carne (1954), o cineasta começa a voltar seu olhar para a nobreza.

Após Rocco e seus irmãos (1960), um retorno tardio à influência neo-realista, parte de vez para o estudo da aristocracia com O leopardo, baseado num romance do siciliano Giuseppe Tomasi Lampedusa. Na metade do século 19, o príncipe Don Fabrizio Salina (o americano Burt Lancaster)…