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Mostrando postagens de Junho 20, 2008

Hilda Hilst*

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Por Rosanne Bezerra de Araújo 


Atraco-me comigo, disparo uma luta. Eu e meus alguéns, esses dois dos quais dizem que nada têm a ver com a realidade e é somente isto que tenho: eu e mais eu.

H. Hilst

Desejo de eternizar-se. Desejo de abdicar da vida social para se dedicar totalmente à literatura. Desejo de alcançar a verdade, o conhecimento, a compreensão da vida e da morte. Desejo de ser santa aos oito anos de idade, quando era interna no colégio de freiras. Desejo de escrever um livro a cada novo amor que surgia em sua vida. Desejo de traçar um roteiro para a sua obra, mesmo que o seu final dê no silêncio: "eu fui atingida na minha possibilidade de falar". Eram tantos os desejos dessa autora, leitora de Joyce, Beckett, Kafka, Nietzsche, Kierkegaard e Kazantzákis, só para citar alguns de seus autores preferidos.

A literatura de Hilda de Hilst (1930-2004) traz como tema, entre outros, o sentido da existência humana. A autora escreveu poemas, contos, romances, crônicas e peças…