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Mostrando postagens de Setembro 3, 2008

Euclides da Cunha

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Em 1902 quando é lançado Os Sertões, há um sobressalto nos meios literários e políticos brasileiros. Euclides da Cunha vinha lembrar a existência de uma realidade nacional - o outro Brasil, pobre e atrasado, do interior - que as nossas elites, fixadas no Litoral e voltadas para a Europa, em sua maioria desconheciam, enquanto a minoria preferia ocultá-la de si mesma, para não perturbar a tranqüilidade artificial de que gozava nos grandes centros, especialmente o Rio de Janeiro. Brutalmente, como às vezes era de seu feitio, contando o que fora na realidade a campanha de Canudos e o aniquilamento dos seguidores de Conselheiro, expunha sem meias palavras todo o drama do desamparo e do atraso de que eram vítimas as populações do sertão, ou dos sertões, como ele preferia dizer. Às elites do Litoral, que consciente ou inconscientemente teimavam em desconhecer, não o drama apenas, mas até mesmo, às vezes, a própria existência das populações do interior nordestino, Euclides mostrava como o seu…