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Mostrando postagens de Outubro 9, 2008

Jorge de Lima

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foto do autor. fonte: internete livre.
o mar se esvai, aquele monte desaba e cai silentemente. Bronzes diluídos já não são vozes, seres na estrada nem são fantasmas, aves nos ramos inexistentes; tranças noturnas mais que impalpáveis, gatos nem gatos, nem os pés no ar, nem os silêncios. O sono está. E um homem dorme.

(Jorge de Lima In Invenção de Orfeu, canto III, fragmento)

Caída a noite
A recepção da obra de Jorge de Lima é tão múltipla quanto a sua produção. Enquanto para os admiradores confessos se trata de um dos melhores poetas da literatura brasileira, para os não-iniciados o autor de Invenção de Orfeu ainda é um mistério a decifrar.
Quando o assunto é revirar a cumbuca onde fervem os textos de Jorge de Lima, descobre uma colossal possibilidade de leituras, já que na literatura do autor convivem o antigo e o moderno, o regional e o universal, a tradição e o novo, o banal e o sublime. A obra é também o reflexo de um artista em constante mutação, que experimentou estilos diversos,…