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Mostrando postagens de Novembro 4, 2008

Machado de Assis, memórias póstumas

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Por Pedro Fernandes


Memórias póstumas de Brás Cubas, 1881, é a obra do auge da carreira literária do escritor brasileiro Machado de Assis: assim define sua crítica mais especializada. Autor da fina ironia, da fina análise da alma, da fina análise da sociedade e das relações sócio-burguesas, tudo isso me leva apropriar-se do título da obra de Machado para retomar alguns aspectos da vida do escritor que neste setembro de 2008, centenariza-se.

Pode não ter tido o reconhecimento merecido ainda em vida – e até teve para sua época –, mas a obra de Machado de Assis é marco na literatura brasileira e eterniza-se ao lado dos grandes clássicos literários. Isso porque o escritor inaugura na língua portuguesa brasileira um estilo novo de se escrever romance num estilo novo de se usar a língua escrita.

Machado, um mulato, foi uma criança pobre, neto de escravos alforriados – o Brasil só libertaria seus escravos em 1888, com a lei Áurea –, nascido no morro carioca e desde cedo já confessava sentir “…