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Mostrando postagens de Dezembro 26, 2008

Harold Pinter

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Depois de Beckett, seu mestre, Harold Pinter foi o grande patrono da dramaturgia contemporânea. Foi o pai espiritual de David Mamet, de Neil LaBute, de toda a geração dos In-Yer-Face, os novos rebeldes britânicos, de Martin McDonagh a Conor McPherson (O eclipse, filme pinteriano até a medula) passando pela suicida Sarah Kane, quem defendeu quando todo mundo falava de Blasted; sua influência é indiscutível até entre alguns dos melhores atores desse período. Pinter foi uma figura difícil, dura. Sobreviveu aos ataques contra os judeus em bairro durante a infância e ao tribunal militar que o condenou por tê-lo como rebelde nos duríssimos anos cinquenta; sobreviveu ainda aos modismos, às perseguições, ao fascismo dos que a cada ano, sobretudo depois do seu comprometidíssimo discurso de recepção do Prêmio Nobel em 2005 quando passaram a acusá-lo de “esquerdista transloucado”.
Durante a estreia de The birthday party (A festa de aniversário) sua primeira peça no Lyric Hammersmith de Londres …