Dois rios que cortam o sertão nordestino



1. João Cabral de Melo Neto e Graciliano Ramos dispensam apresentação; são dois dos mais importantes nomes de sempre da Literatura Brasileira. E, apesar de autores de duas obras distintas há possibilidade de estabelecer conversas entre as duas.

2. Principalmente se o leitor lembrar de Morte e vida severina, um poema de verve épica que narra a trajetória do habitante do interior do Sertão nordestino rumo ao centro urbano, e Vidas secas, um romance cuja narrativa se constrói pela retirada não de uma personagem, um Severino, mas de uma família também para o centro urbano. Duas migrações motivadas pela vida escassa nessa região do Brasil; duas migrações perpassadas de uma crítica social muito às claras acerca dos desmandos do poder com os do Nordeste ou uma entrada num dos fossos sociais desse país. 

3. Estes e outros aspectos são retomados em duas falas que acontecem amanhã, dia 28 de novembro, a partir das 8h da manhã, no Auditório Central do Campus Avançado Professora Maria Eliza de Albuquerque Maia (CAMEAM) em Pau dos Ferros.

4. Eu falarei sobre Morte e vida severina e o professor José Carlos Redson falará sobre a obra de Graciliano. As discussões são abertas ao público em geral e, em específico aos alunos das escolas públicas que prestarão vestibular da Universidade do Estado do Rio Grande Norte; as duas obras estão na lista da seleção deste ano.

5. Outras informações, no Departamento de Letras, (84) 3351-2560/2275, pelo e-mail do prof. Dr. Manuel Freire que é o  coordenador da ideia  mfreirerodrigues@yahoo.com.br


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Boletim Letras 360º #239