Dia da poesia em Natal
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Dia da poesia em Natal
Postado por Pedro Fernandes às Sábado, Fevereiro 28, 2009 0 comentários
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V Bienal
Postado por Pedro Fernandes às Sábado, Fevereiro 28, 2009 0 comentários
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Luís Fernando Verissímo
Semana dessas, Luís Fernando Veríssimo esteve lançando seu mais novo romance em território espanhol. O livro Borges e os orangotangos eternos, homenagem ao autor argentino Jorge Luis Borges, agora foi traduzido para o espanhol, depois de já está nas prateleiras doutras línguas estrangeiras. Pela ocasião pronunciou a frase que epigrafei este post, ao comentar acerca da sua nova obra, Os espiões, uma trama que se passa no interior do Rio Grande do Sul.
Postado por Pedro Fernandes às Sexta-feira, Fevereiro 27, 2009 0 comentários
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fachada da Casa dos Bicos - sede da Fundação José Saramago, Lisboa, Portugal, edifício que Brás de Albuquerque, filho do vice-rei da Índia Afonso de Albuqueque, mandou construir em 1523, após uma viagem a Itália, e que teve como modelo o Palácio dos Diamantes, em Ferrara. fonte. Blogue da Fundação José Saramago.Postado por Pedro Fernandes às Quinta-feira, Fevereiro 26, 2009 0 comentários
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Postado por Pedro Fernandes às Quinta-feira, Fevereiro 26, 2009 0 comentários
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Postado por Pedro Fernandes às Quarta-feira, Fevereiro 25, 2009 0 comentários
Marcadores: minhas falas
Al cena do filme 8 1/2, de Frederico Fellini. fonte. Msn Encarta.
8 ½, Frederico Fellini
Crise criativa conduz artista a romper amarras e a se lançar numa viagem estética sem bússola
Em 1963, Frederico Fellini levou, com 8 ½, seu cinema a novos patamares. Se seus filmes “realistas” dos aos de 1950 já possuíam forte carga onírica e pessoal (a protagonista de Noites de Cabíria, de 1957, era uma referência às mulheres de rua que o diretor conhecera), a partir de A doce vida (1960) a subjetividade do diretor só se acentuou. Em 8 ½, seu filme assumidamente mais autobiográfico e delirante, funde fantasias pessoais no universo do protagonista, Guido Anselmi (Marcello Mastroianni).
Guido é um cineasta quarentão que vive um vazio criativo (tal como Fellini, vítima da mesma situação) e parte para uma instancia hidromineral a fim de encontrar o sentido de sua vida. Vários flashbacks traçam momentos importantes de sua vida, como a repressão católica (outro dado tirado da biografia felliniana) e suas aventuras com mulheres. Estas, por sua vez, empurram-no às suas fantasias, onde as fêmeas seriam perfeitas (sonho ilustrado na mais famosa sequencia do filme, quando Guido chicoteia um rebelde que reclama contra o seu machismo). Por outro lado, 8 ½ reverencia a mulher na figura iluminada da atriz Claudia Cardinale.
O filme marca uma virada de percurso na carreira de Fellini, que alçaria voo próprio além das exigências comerciais. A mudança é indicada quando Guido, a certo momento, cansado da equipe que o persegue para ele logo iniciar as filmagens de um grande longa-metragem, mata simbolicamente o grande produtor.
Esteticamente, trata-se do longa mais inventivo de Fellini, em que imagens quase surrealistas entrecortam a história. Tamanha foi a ousadia para aqueles anos 1960 que 8 ½, filmado em preto-e-branco, foi exibido no interior da Itália em cópias cujas sequencias de delírio eram em sépia, a fim de não embaralhar a compreensão do público. É, também, o trabalho mais ousado do fiel músico dos filmes do diretor, Nino Rota, que usa a batida musical para dar ritmo ao frenesi de Guido.
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Revista Bravo!, 2007, p. 23
Postado por Pedro Fernandes às Terça-feira, Fevereiro 24, 2009 0 comentários
Marcadores: 100 filmes essenciais, alguns dos filmes brilhantes
Postado por Pedro Fernandes às Segunda-feira, Fevereiro 23, 2009 0 comentários
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Postado por Pedro Fernandes às Sexta-feira, Fevereiro 20, 2009 0 comentários
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Postado por Pedro Fernandes às Quinta-feira, Fevereiro 19, 2009 0 comentários
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Postado por Pedro Fernandes às Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009 0 comentários
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Postado por Pedro Fernandes às Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009 1 comentários
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Bocage
Meu ser evaporei na lida insana
Do tropel das paixões que me arrastava,
Ah! cego eu cria, ah! mísero eu sonhava
Em mim, quase imortal, a essência humana!
De que inúmeros sóis a mente ufana
A existência falaz me não doirava!
Mas eis sucumbe a Natureza escrava
Ao mal, que a vida em sua origem dana.
Prazeres, sócios meus e meus tiranos,
Esta alma que sedenta em si não coube,
No abismo vos sumiu dos desenganos.
Deus... Ó Deus! quando a morte à luz me roube,
Ganhe um momento o que perderam anos,
Saiba morrer o que viver não soube!
Estes versos tão conhecidos na literatura de língua portuguesa, assente nos vários livros didáticos brasileiros, são versos do poeta português Manoel Maria Barbosa Du Bocage. Tido pela crítica como um dos maiores poetas do Arcadismo em Portugal, movimento que se inicia quando da fundação da Arcádia Lusitana, em 1756.
Bocage é nascido em Setúbal no ano de 1765. E morreu na capital lusitana, Lisboa, em 1805. Filho de intelectuais portugueses, manifestou desde pequeno temperamento irrequieto. Sua admiração pelo avô materno, o almirante francês Gilles Le Doux Du Bocage, levou-o, aos 18 anos, alistar-se na Real Companhia de Guardas-Marinha.
Terminado o curso náutico, Bocage embarcou para a Índia, onde serviu, em Goa, até 1789. Foi promovido a tenente. Transferido para Damão e em seguida desertou da Marinha. Viajou para Macau, na China. Lá, reabilitou-se. Voltando a Portugal em 1790. Uma vez em Portugal Bocage sofre uma grande desilusão amorosa: sua “Gertúria” – pseudônimo de Gertrudes da Cunha Eça – estava casada com seu irmão mais velho, Gil Francisco.
Desiludido, Bocage caiu na via boêmia. Trocou versos por alojamento, comida e bebida. Convidado a ingressar na Nova Arcádia, adotou o pseudônimo de Elmano Sadino. Elmano, como se pode notar, é um anagrama de Manoel, seu primeiro nome; Sadino, como era costume dos árcades, fazia referência ao rio Sado, que banha Setúbal, cidade natal do poeta. Mas Bocage não era homem de academias. Logo desgostou-se em discussão com Pe José Agostinho de Macedo.
A publicação do primeiro volume de suas Rimas tornou Bocage respeitado pela poesia lírica e conhecido pela poesia satírica. Sua irreverência acabou por custar-lhe a própria liberdade. Em 1797, por ordem do intendente Pina Manique, Bocage foi enviado para o presídio de Limoeiro, acusado de produzir “papéis ímpios, sediciosos e críticos”.
Tornou-se um novo Bocage quando saiu da prisão dois anos mais tarde. Abandonou a vida boêmia. Passou a sobreviver das traduções que fazia das obras de Ovídio, Racine, Voltaire e Rousseau. Morreu em 1805, vítima dum aneurisma.
Acerca de sua obra, podemos facilmente identificar, na fase inicial da poesia de Bocage, uma acomodação de clichês árcades: pastores, pastoras, ovelhinhas, ribeiros, prados tranquilos. O convencionalismo árcade.
Já se afastou de nós o Inverno agreste
Envolto nos seus úmidos vapores;
A fértil Primavera, a mãe das flores
O prado ameno de boninas veste:
Varrendo os ares o sutil nordeste
Os torna azuis; as aves de mil cores
Adejam entre Zéfiros, e Amores,
E toma o fresco Tejo a cor celeste:
Vem, ó Marília, vem lograr comigo
Destes alegres campos a beleza,
Destas copadas árvores o abrigo:
Deixa louvar da corte a vã grandeza:
Quanto me agrada mais estar contigo
Notando as perfeições da Natureza!
O que se assiste no conjunto de imagens assente ao poema dá conta do que a crítica dita acerca do movimento arcadista, como locus amoenus, marcado pela natureza idílica pronta a receber os amantes.
Mas Bocage não se prendeu a estes locais comuns a poesia da época. E é isto o que o define como grande poeta. Uma vez já é sabido de todos que todo grande escritor não se prende a rótulos, mas faz seu trabalho fora das órbitas convencionais, inaugurando muitas vezes outros movimentos estéticos, ou inovando os atuais, ou ainda criando movimentos que fogem a própria classificação pedagógica da crítica. Assim, a poesia de Bocage floresce. Ela passa a carregar um lirismo carregado de subjetividade e sentimento, caracteres já comuns à estética subsequente, denominada Romantismo. Esse caráter leva a crítica a adotá-lo no ciclo dos chamados escritores pré-românticos. Os temas que esse novo poetar bocagiano dão conta dizem respeito ao amor, a morte, ao destino; o locus amoenus árcade logo substitui-se pelo locus horrendus, com a natureza espelhando a dor e o sofrimento.
Fiei-me nos sorrisos da ventura,
Em mimos feminis, como fui louco!
Vi raiar o prazer; porém tão pouco
Momentâneo relâmpago não dura:
No meio agora desta selva escura,
Dentro deste penedo úmido e oco,
Pareço, até no tom lúgubre, e rouco
Triste sombra a carpir na sepultura:
Que estância para mim tão própria é esta!
Causais-me um doce, fúnebre transporte,
Áridos matos, lôbrega floresta!
Ah! não me roubou tudo a negra sorte:
Inda tenho este abrigo, inda me resta
O pranto, a queixa, a solidão e a morte.
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Fonte. O texto base e os poemas de Bocage para o post estão em ABAURRE, Maria Luiza; PONTARRA, Marcela Nogueira; FADEL, Tatiana. Português:língua e literatura. São Paulo: Moderna, 2000.
Postado por Pedro Fernandes às Terça-feira, Fevereiro 17, 2009 0 comentários
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A carroça, o bonde e o poeta modernista
por Pedro Fernandes de O. Neto
No ensaio A carroça, o bonde e o poeta modernista, que integra o livro Que horas são? Roberto Schwarz discute a partir da poética de Oswald de Andrade – mais especificamente o poema oswaldino pobre animália – acerca do poeta e da poesia modernista no Brasil. Alude o autor à conciliação de três elementos característicos na poesia de Oswald: uma fórmula fácil e eficaz para ver o Brasil pelas janelas do poema; o ser poeta sem o esteticismo apregoado pelos poetas doutras escolas literárias semelhante ao modo leninista de fazer política – “o Estado uma vez revolucionado, se poderia administrar com os conhecimentos de uma cozinheira”; o uso de um reduzido vocabulário – reduzido, no sentido de ser comum a todos – o qual Schwarz compara à poética de Bertolt Brecht que se dispunha a redução vocabular do Basic English. Para o autor, somam a isso na poesia de Oswald, uma fórmula de duas operações: a justaposição de elementos próprios ao Brasil-Colônia e ao Brasil burguês, e a elevação do produto à dignidade de alegoria do país. Elementos estes que, nos utilizando do pensamento de Adorno, apontam para um movimento de tensão no interior do poema. Isto é, o pensamento de Schwarz parece ir de encontro a essa concepção, por ter no poema a visão dum espaço em que se apresentam uma dada realidade em choque com outra. Noutras palavras, vê o autor, a poesia modernista como espaço de confluências do tradicional com o moderno. Essa dualidade, no entanto, obedece à própria realidade sociológica que não parava de colocar lado a lado os traços burguês e pré-burguês. Enquanto representante desse movimento, Oswald – pela irreverência e liberdade apresentadas em seu poema, que mais o poderiam levar a ser visto como piadista – adquire o caráter de inovador, justamente, porque soube, no interior do poema, associar esses pólos à primeira vista dissonantes e, não apenas isso, traz o poeta outro elemento importante para a poesia dessa época de então: que é o de fazer do poema enquanto espaço cônscio do social, levando-nos a associar esse observação do Schwarz ao pensamento de José Belchior, cujo qual, todo a lírica contemporânea – e isso não exclui, é lógico, o poema – tende essa abertura para o social. E isso será muito bem visto neste ensaio quando Schwarz debruça-se na leitura do poema pobre animália. Reside nesse poema elementos simples numa linguagem também simples, ao mesmo tempo em que uma tensão: convivem e passam pela mesma janela do poema o tradicional e o moderno, citem-se o cavalo, a carroça e o carroceiro, o bonde, os advogados e os escritórios, que Schwarz ler como mundos, tempos e classes sociais contrastantes, postos em oposição. Longe de constituirmos uma ampla visão crítica para as reflexões apresentadas neste ensaio, o que a visão do ensaísta parece nos dá é a de que a poesia e o poeta modernista apresentam em si um certo antagonismo, em que a realidade apreendida pelo poeta é antitética, constituindo o poema num espaço para um movimento dialético perene, cuja a liberdade de escrita, dada por poema duma linguagem e duma estrutura simples, associada a tensão entre o tradicional e o moderno – tudo isso num fundo cônscio do poema enquanto espaço que se abre para o social, compõe a estética do poema modernista. Ou seja, não representa a poética moderna uma ruptura com o tradicional, antes a incorporação de novos traços que tomam a constituir uma nova feição. Metaforicamente, à carroça soma-se o bonde, igual a poesia modernista.
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resenha do texto A carroça, o bonde e o poeta modernista. In: SCHWARZ, Roberto. Que horas são? São Paulo: Cia das Letras, 1999, p. 11-28.
Postado por Pedro Fernandes às Segunda-feira, Fevereiro 16, 2009 1 comentários
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Globalices
Postado por Pedro Fernandes às Sábado, Fevereiro 14, 2009 0 comentários
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Blindness (II)
Postado por Pedro Fernandes às Sexta-feira, Fevereiro 13, 2009 0 comentários
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Prévias
Postado por Pedro Fernandes às Sexta-feira, Fevereiro 13, 2009 0 comentários
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Postado por Pedro Fernandes às Sexta-feira, Fevereiro 13, 2009 0 comentários
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Na primeira temporada do quadro ALGUNS DOS FILMES BRILHANTES estamos exibindo a lista publicada em 2007 pela Revista brasileira BRAVO! Essa lista é composta de 100 filmes. Para elaborar essa lista a revista tomou como base os resultados já consagrados nas escolhas de melhores de todos os tempos, como os do jornal The New York Times, das revistas Time, Sight&Sound e Cahiers du Cinema e do American Film Institute. À definição segundo o editorial da revista levou em consideração títulos que misturam o erudito e o popular, o sofisticado e comercial, o inventivo e o eficaz. Levou-se em consideração também o fato de estes filmes terem marcado época, por razões estéticas e de receptividade do público.
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Humphrey Bogart e Ingrid Bergman em cena do filme Casablanca. fonte. G1
Casablanca, Michel Curtiz
História de amor em tempos de guerra é um dos títulos mais cultuados de todos os tempos
Se existe um filme que se tornou peça do imaginário coletivo, é Casablanca. Dirigido pelo húngaro naturalizado americano Michael Curtiz, entre 1941 e 1942, quando os Estados Unidos aliaram-se a um grupo de nações para combater o eixo formado por Alemanha, Itália e Japão, na Segunda Guerra Mundial, o clássico toca em tema sagrado.
Menos pelos fatos históricos, a aclamação universal dessa película nasceu do assunto abordado, um romance em tempos de guerra, cujo apelo ultrapassa qualquer fronteira ou cultura. A aura mágica de Casablanca fez dele referência para inúmeros cineastas, como Woody Allen (Sonhos de um sedutor, de 1972, no qual ele é ator e roteirista) e Sydney Pollack (que filmou sua versão caribenha em Havana, de 1990), novelas radiofônicas e paródias, como um desenho do coelho Pernalonga.
Humphrey Bogart, como durão, justo e apaixonado Rick Blane, ajudou na consolidação do mito. Na história, ele é o dono de bar numa Casablanca (Marrocos) ocupada por nazistas, onde refugiados franceses tentam ir para a América por lá. Até que, ao acaso, ressurge uma antiga paixão, Ilsa (Ingrid Bergman), acompanhada de seu marido (Paul Henreid). Rick terá um dilema a ser resolvido, e pede, a certo momento, a seu amigo Sam para tocar As time goes by, canção que se tornou um ícone da cultura ocidental graças ao longa.
Casablanca não é só um mito na história do cinema. Como qualquer producao industrial de Hollywood naquela época, a película gerou uma novela à parte. A escolha quase ocasional do elenco (Bogart se tornaria astro absoluto e um dos atores mais bem pagos dos Estados Unidos a partir dali), cenas escritas antes de serem filmadas, explosões furiosas de Curtiz (cujo sotaque confundia a equipe), jogo de forças entre vários artistas, como o musico Max Steiner e os renomados roteiristas Howard Koch e Julius e Philip Epstein foram alguns dos problemas. Mas o resultado impecável, segundo os padrões industriais de Hoolywood, pode ser conferido no genial início do filme, que apresenta freneticamente a trama. Casablanca ganhou o Oscar de melhor filme, direção e roteiro.
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fonte: Revista Bravo!, 2007, p. 20
Postado por Pedro Fernandes às Quinta-feira, Fevereiro 12, 2009 0 comentários
Marcadores: 100 filmes essenciais, alguns dos filmes brilhantes
Postado por Pedro Fernandes às Quarta-feira, Fevereiro 11, 2009 0 comentários
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A expressão Aluísio Azevedo 90 anos depois
Por Pedro Fernandes
ao tingir com tintas fortes e pinceladas rudes, por vezes, mas duma poeticidade única, Aluisio Azevedo entrava em definitivo para o rol da história literária como o Zola brasileiroPostado por Pedro Fernandes às Quarta-feira, Fevereiro 11, 2009 0 comentários
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Postado por Pedro Fernandes às Terça-feira, Fevereiro 10, 2009 0 comentários
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Centenário Carmem Miranda
Postado por Pedro Fernandes às Segunda-feira, Fevereiro 09, 2009 0 comentários
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Os versos de Antônio Francisco
por Pedro Fernandes
eu com o poeta Antônio Francisco (ao centro), durante o encerramento de um minicurso na Faculdade de Letras da UERN, em Mossoró, 2008. foto de meu arquivo pessoal.Postado por Pedro Fernandes às Segunda-feira, Fevereiro 09, 2009 0 comentários
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Israel e Palestina, imagens para entender o problema
cena do documentário que tem como uma dos diretores a brasileira Julia Bacha. fonte. site do futura.Postado por Pedro Fernandes às Sábado, Fevereiro 07, 2009 0 comentários
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Oscar 2009, indicações (ii)
Postado por Pedro Fernandes às Sexta-feira, Fevereiro 06, 2009 0 comentários
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Postado por Pedro Fernandes às Sexta-feira, Fevereiro 06, 2009 0 comentários
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Postado por Pedro Fernandes às Quinta-feira, Fevereiro 05, 2009 0 comentários
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Por Pedro Fernandes de O. Neto
O que salta aos olhos do leitor saramaguiano de Memorial do convento é um narrador brilhante, polido no caráter da observação, sarcástico e irônico para com os fatos que vão se desenrolando ao longo das 345 páginas. O livro conta a história da construção de um convento em Mafra, erguido depois duma promessa do rei português para conseguir um herdeiro ao trono – coisa que desde que se casara vinha tentando. Nas entrecruzadas do fato o que se assiste é o desenlace doutras histórias: a da própria construção do convento; a de Baltazar, um ex-combatente maneta, e Blimunda, capaz de ver o interior das pessoas, ele Sete-Sóis, ela Sete-Luas – como os Mau-Tempo no outro romance de Saramago, Levantado do chão; e a do padre Gusmão que queria voar e construiu seu voo numa passarola, mas morreu doido.
Trata-se de um texto memorável como já se é de esperar do escritor de Ensaio sobre a cegueira. Portando sua linguagem escorreita que margeia os quatro pontos cardeais das páginas do livro, Memorial do convento é o retrato outro – apesar de um texto ficcional – da formação portuguesa. Por ele, além de se entrever um re-engendrar da história oficial portuguesa, vista sob outro viés, assiste-se também as raízes que viriam fundar outros grandes romances do escritor, como O evangelho segundo Jesus Cristo, outro texto memorável do autor.
Postado por Pedro Fernandes às Quinta-feira, Fevereiro 05, 2009 0 comentários
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fonte: Revista Bravo!, 2007, p. 19.
Postado por Pedro Fernandes às Quarta-feira, Fevereiro 04, 2009 0 comentários
Marcadores: 100 filmes essenciais, alguns dos filmes brilhantes
Todo o Mundo – folgo muito d’enganar e mentir nasceu comigo.
Ninguém – Eu sempre verdade digo sem nunca me desviar.
(Berzebu para Dinato)
Berzebu – Ora escreve lá, compadre. Não sejas tu preguiçoso!
Dinato – Quê?
Berzebu – Que Todo o Mundo é mentiroso e Ninguém diz a verdade.
(Gil Vicente, Auto da Lusitânia)
Não é redundante afirmar que o caráter da literatura, dentre vários outros, é o do desvelo para com as questões que regem a realidade empírica. Mas do que isso é o teatro de Gil Vicente. Ao passo que figura o desvelo, figura também certa “denúncia” da sociedade da qual fazia parte. Uma sociedade predominantemente voltada aos ricos e à marginalização dos pobres. Uma sociedade que até hoje permanece abarcada pela hipocrisia.
Mesmo sendo incertas as datas de seu nascimento e morte, é sabido que Gil Vicente viveu durante o reinado de D João II. Testemunhou a aventura portuguesa das grandes navegações e grandes descobertas ultramarinas. Muitos de seus autos e peças foram encenados na corte de D Manuel. O autor contava com a proteção da Rainha Velha, Dona Leonor. Aqui, reside a façanha de Gil Vicente: “falar mal” do espaço social, cujo principal responsável pelo caráter da hipocrisia era o palácio real. A forma singular com que Gil Vicente fez é o que garantia esse “protecionismo”. A Corte era mesma analfabeta. Não tinhas os olhos para a essência da arte, apenas para sua superfície.
Da leitura de suas obras, além deste caráter predominantemente desvelar, embora não se dê para extrair muitas informações sobre a vida que levou e sobre a educação que recebeu, percebe-se que Gil Vicente foi educado muito provavelmente no seio da cultura humanística.
Obra
Como se é praxe às obras literárias, muitos têm sido os que tentaram organizar a obra vicentina em fases ou em gêneros. O primeiro a tentar isso foi seu filho num texto Compilaçam de todalas obras de Gil Vicente. Porém, adotemos nesse caso a classificação mais comum apresentada pela maioria dos críticos e estudiosos da sua obra. Por esta, depreende-se que a obra vicentina está composta por:
- autos pastoris – gênero em que se agrupam algumas obras do autor. As peças aqui geralmente têm caráter religioso e profano;
- autos de moralidade – gênero em que Gil celebrizou-se. É dessa leva a trilogia das barcas, conhecidamente pelo Auto da barca do inferno, Auto da barca do purgatório e Auto da barca da glória). O caráter desses textos de Gil Vicente é estritamente alegórico, representações dos vícios e virtudes humanas;
- farsas – gênero em que predominam tipos populares e desenvolvem-se questões em torno da problemática social. Dentre as farsas vicentinas, destaquem-se a Farsa de Inês Pereira que conta a história de uma jovem que vê no casamento a sua chance de ascensão social e a Farsa do velho da horta, em que o autor ridiculariza a paixão de um velho casado por uma jovem virgem.
Todos os textos que compõem o corpo de sua obra partem de situações modelares, comuns ao público que lhe assistia. Ainda que fortemente marcado pelo fosso das ideias religiosas, identificam-se estes textos com os da leva do Humanismo Português – período literário introduzido em Portugal ainda no reinado da Dinastia de Avis (1385 – 1580).
Sem fazer distinção entre as classes sociais, o teatro vicentino celebrizou-se por colocar no centro da cena críticas a ricos e pobres, nobres e plebeus. Em textos como Auto da barca do inferno, o autor denuncia os exploradores do povo em figuras com o fidalgo, o sapateiro e o agiota, além da Igreja – seu, digamos, “alvo” central não apenas neste texto, mas noutros da leva produzidos pelo autor. Via de regra seus textos compõem um painel animado da sociedade portuguesa da época, com o caráter de ao denunciar a hipocrisia aí reinante, recuperar o que considerava serem as virtudes humanas.
Postado por Pedro Fernandes às Terça-feira, Fevereiro 03, 2009 0 comentários
Marcadores: Os escritores
Postado por Pedro Fernandes às Segunda-feira, Fevereiro 02, 2009 0 comentários
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