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Mostrando postagens de Abril 14, 2009

Alice Ruiz

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Penso e passo
quando penso que uma palavra pode mudar tudo não fico mudo MUDO
quando penso que um passo descobre um mundo não paro PASSO
e assim que passo e mudo um novo mundo nasce na palavra que penso.

O poema que epigrafa este post está em Poesia pra tocar no rádio (1999), título da poeta curitibana Alice Ruiz. A poeta nasceu em 22 de janeiro de 1946; começou a escrever aos nove anos de idade e foi "poeta de gaveta", como assim se autointitulou das vezes em que fala da sua escrita, até aos 26 anos, quando, pela primeira vez publicou um de seus poemas. Mas, o primeiro livro só viria oito anos mais tarde, em 1980, Navalhanaliga, tão logo veio a lume, recebeu o Prêmio Paraná de Literatura.

Depois da publicação do primeiro título, Alice não parou mais e sempre tem aparecido a cada triênio uma obra inédita: Paixão xama paixão (1983), Pelos pêlos (1984), Hai-Tropikai e Rimagens (1985), Nuvem feliz (1986), Vice versos (1988), Desorientais (1996), Haikais (1998), Yuuka (2004), S…