Intervalo
quinta-feira, 27 de agosto de 2009Postado por Pedro Fernandes às Quinta-feira, Agosto 27, 2009 0 comentários
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Das misérias humanas (ii)
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sexta-feira, 21 de agosto de 2009Fogo Morto, um romance de decadências
por Pedro Fernandes
Fogo Morto me parece ser, a julgar pelo título, a reflexão duma leva de decadências, a começar pela mais visível, admitida pelo próprio Zé Lins, que foi o fim do ciclo dos engenhos no Nordeste brasileiro; é evidente que com este fim todo um outro conjunto de ciclos se vai desfazendo: uma economia, um modo de vida, que vai da fartura ao sustento com "ovos de galinha", lembrando de Amélia, mulher do Lula, que vai sustendo a casa enquanto pode, depois de o Santa Fé ir de mal a pior; também das relações familiares, centradas no esfacelamento de um patriarcalismo que ronda à beira do precipício. Basta reparar que em duas famílias das três retratadas, a do coronel Lula e a do seleiro Zé Amaro, é a figura da mulher que pelas frinchas toma pano para as mangas, principalmente nesta última em que a casa só se é povoada pela sombra lobisomem do seleiro, que a todo o tempo, pela raiva que nutre às fêmeas, age com impropérios; e, naquela primeira, em que os mimos de pai ultrapassa a barreira do zelo para o entendimento de uma relação de posse e desejo que beira ao incesto.
De uma beleza sensorial que nos faz sentir entre o meio rural dos engenhos de açúcar paraibanos, Fogo Morto certamente é, sem reduzir-se o caráter de obra de arte, um retrato vivo e fiel desse Nordeste que, se não fosse pelas mãos de Zé Lins, talvez passasse despercebido ao olhar da Literatura. E nisso reside o caráter maior dessa obra: é tomando do cenário local, comum ao próprio escritor, cenário até então isolado das lentes arrumadinhas do Centro-Sul do País, que Zé Lins, apesar de rotulado de regionalista, com mero nome didático dado por aqueles da crítica que têm uma ordem e um espaço a zelar, faz sua grande obra. Disso sabemos, mas sabemos também que se não fosse regionalistas com Zé Lins estaria boa parte do Brasil ainda às escuras do próprio olhar do País e, não só isso, estaria a Literatura Brasileira fadada ao fracasso, entendendo que, foi graças à leva de escritores de 30, da qual Zé faz parte, que a Literatura nossa vai se constituir enquanto tal frente às outras.
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minhas falas
quinta-feira, 20 de agosto de 2009Ariano Suassuna, os encontros que não tive
por Pedro Fernandes
Bom, desconhecimentos à parte - o que para mim ainda é uma grande surpresa - o Ariano esteve por ocasião da Feira do Livro de Mossoró, neste ano, encerrada semana passada, dia 06 de agosto. Ano passado, quando ainda morava em Mossoró, participei assiduamente do evento; os nomes que vieram não eram lá essas coisas. Mas, esse ano quando soube da programação e da vinda de Ariano, preparei-me para o momento. Infelizmente, nem tudo depende de nossas vontades. Não pude está em Mossoró. Também não pude está quando veio a Natal para uma daquelas suas famosas aula-espetáculo. Novamente imprevistos me aconteceram e novamente pude dá corda àquela frase que há meses expus no meu Orkut, "Por mais que a gente queira controlar o ritmo da vida, é vão, é o ritmo da vida que nos controla". Esperemos mais. Certamente deverão ocorrer outras oportunidades. O que espero é que não se repitam os imprevistos.
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Alguns dos filmes brilhantes
terça-feira, 18 de agosto de 2009Decadência da aristocracia e ascensão da burguesia na visão de nobre comunista marcam refinado épico
Além do rigoroso tratamento histórico, o filme é um espetáculo com fotografia e figurino suntuosos (categoria vencedora do Oscar em 1964), além da música elegante de Nino Rota. A obra venceu a Palma de Ouro em Cannes, em 1963. O cineasta retomaria a temática do decadentismo em Veneza (1971), Ludwig (1972) e Violência e paixão (1974).
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Alguns dos filmes brilhantes
quinta-feira, 13 de agosto de 2009Literatura brasileira e cinema
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Os escritores
quarta-feira, 12 de agosto de 2009Leia mais aqui.
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fonte. Jornal de poesia.
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terça-feira, 11 de agosto de 2009
Os novos livros de Saramago
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Intervalo
segunda-feira, 10 de agosto de 2009A base de dados Arquivo Pessoa e o portal MultiPessoa estão disponíveis na internet. Com concepção e direção de Leonor Areal, este portal é a atualização do CD-ROM MultiPessoa - Labirinto Multimedia, co-editado em 1997 pela Texto Editora e pela Casa Fernando Pessoa. O projeto tem como patrono o Instituto de Estudos sobre o Modernismo da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. A ideia de transpor para a Web aquilo que fazia parte do CD-ROM MultiPessoa editado nos anos 90 surgiu à investigadora pela dificuldade prática de se estar constantemente a atualizar um CD-ROM e por este já não se encontrar à venda.O Arquivo Pessoa (http://arquivopessoa.net/) é uma base de dados da maior parte da obra pessoana e tem capacidades de pesquisa de texto complexas. A recolha de textos para o projeto baseou-se nas edições principais da obra pessoana, mas não em todas. Estão lá as primeiras edições de cada obra e, em alguns casos, versões posteriores. A edição on-line, no estado atual, reproduz a base de dados editada em 1997 (a que já estava no CD-ROM). Em breve, diz a investigadora, serão atualizados alguns textos cujas versões corrigidas foram entretanto publicadas e serão também adicionados os inéditos publicados mais recentemente. “O objectivo é colocar on-line, e actualizar regularmente, toda a obra editada de Fernando Pessoa”, diz. Além de poemas de Pessoa e dos vários heterônimos podem ser consultados textos filosóficos, correspondência, textos de auto-análise, escritos ocultistas, etc. O portal MultiPessoa (http://multipessoa.net/) é “um instrumento didáctico”. Na seção Labirinto encontra-se uma seleção antológica de textos de Fernando Pessoa em 13 percursos temáticos organizados em hipertexto, através do qual o leitor pode navegar (Vida e Obra, Obra Pública, Ocultismo, Fausto e Portugal são alguns dos percursos possíveis). Mais tarde, além de ficheiros áudio, será incluída a sessão Pessoana, uma espécie de Wikipédia com citações de textos de crítica literária sobre Pessoa e ainda uma secção de vídeos e jogos.
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minhas falas
sexta-feira, 7 de agosto de 2009É sabido que Portugal é o país das antologias, individuais, mas, principalmente coletivas. Apesar de toda modernidade, das facilidades de publicação, ainda é difícil dar o primeiro passo no mercado editorial, principalmente, quando nos derribamos para o terreno do financeiro: ainda custa caro publicar por conta própria e mais caro ainda investir numa carreira de escritor. São as antologias coletivas, portanto, a forma mais viável para tal inserção, fazendo jus a fórmula "a ajuda faz a força". Aqui no Brasil antologias é livro para estante de sebo, notei muitas abandonadas na poeira de alguns sebos por onde andei - o que é uma pena. Ainda não temos o espírito de coletividade necessária para acompanharmos a boa mania portuguesa. O motivo para constatação e para desabafo (tome essa nota mesmo como desabafo) está para além dessa constatação nas poeiras dos sebos, está na nota que acabo de ler no blogue do Jornal Trabuco; ela me é a prova cabal do que acabo de afirmar: são resultados como a obra Sarau, ideia de um caderno de poesia que ajudei a criar e a divulgar, aqui mesmo neste espaço, e que agora vê-se abortada, que contribui para a triste constatação. Novamente repito: é uma pena. Este projeto sequer passou às poeiras dos sebos. Isso não é decepção, mas a constatação triste de que, aos poucos, a modernidade tem conseguido fazer o que sempre quis, individualizarmos, a ponto de deixar os poetas ainda mais escusos, mas calados no seu canto, no canto da realidade.
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Letras&Livros: clássicos
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Auto da barca do inferno, Gil Vicente
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Alguns dos filmes brilhantes
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
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Os sete samuarais, Akira Kurosawa
Acusado de dar as costas para sua cultura, nesta obra o cineasta mescla uma dinâmica de ação com uma tradição tipicamente japonesa
Os sete samurais é seu trabalho mais marcante. A idéia da trama veio quando Kurosawa ouviu falar de uma vila que contratou samurais para defendê-la de constante saque de bandidos. No filme, é o mestre Kambei (Takashi Shimura) quem recruta outros seis guerreiros para proteger a aldeia. Vale prestar atenção no modo como que o diretor tece os contrastes de temperamento de cada samurai e explora sentimentos, como honra, motivação pessoal e a ambigüidade entre coragem e covardia. O personagem de Toshiro Mifune (colaraborador freqüente de Kurosawa), por exemplo, instiga por sua ânsia em virar guerreiro e, ao mesmo tempo, pelo medo de não dar conta da função.
O filme faturou o Leão de Prata no Festival de Veneza. Foi o período feliz para o cineasta, que obteve sucesso internacional com todos os seus trabalhos até 1965. A partir da década de 1970, com dificuldades para conseguir verbas, entrou em depressão e até tentou o suicídio. Akira Kurosawa teve, porém sua carreira salva por fãs como os diretores George Lucas e Francis Ford Copolla, que o ajudaram a buscar financiamento para Kagemusha (1980), Ran (1985) e Sonhos (1990). Uma espécie de justiça tardia para com o homem que começou inspirado pelo cinema ocidental mas acabou influciando-o sem perder o espírito oriental.
Postado por Pedro Fernandes às Quarta-feira, Agosto 05, 2009 0 comentários
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