quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Dez filmes mais um que contam sobre a vida de escritores

Cena de A última estação

Este ano os cinemas trouxeram para as telas A última estação, filme de Michael Hoffman sobre os últimos anos da vida de Liev Tolstói. Estamos no ano de 1910 em Yasnaia Poliana, a propriedade rural onde o escritor de Guerra e paz viveu boa parte de sua vida. O título conta os período em que Tolstói esteve envolvido em levar adiante organizar seus direitos e seus ideias trabalhados em Poliana. O filme traz ainda a relação desenvolvida entre Tolstói e Bulgákov, quem trabalhou como seu secretário particular nesse período e, claro, toca em pontos conturbados do casamento com Sofía que temia uma retaliação do companheiro em não lhe deixar sequer os direitos sobre a obra.

Mas, depois de amarmos esse filme, fomos catar outros cujo tema é também a vida de escritores e deixamos essa listinha aos amigos leitores. Claro, há outros títulos que estarão a serviço de outra lista do gênero, se esta tiver a atenção merecida.

Anti-herói americano, 2003. Dirigido pela dupla Shari Springer Berman e Robert Pulcini, a narrativa é baseada nos quadrinhos autobiográficos de American Splendor (título original do filme), uma revista publicada em 1976 e fez grande sucesso porque retratava com bastante realismo o dia-a-dia de Harvey Pekar. O barato do filme é que a vida de Pekar é muito bem esmiuçada pela narrativa apresentando seu lado de ilustrador e escritor de HQs, sua verve crítica para a música e sua paixão por livros e jazz.

Carrington: dias de paixão, 1995. Dirigido por Christopher Hampton, a peça é sobre Lytton Strachey, um escritor assumidamente gay e quinze anos mais velho que a pintora Dora Carrington. Lytton fez parte do chamado grupo de Bloomsbury, do qual fizeram parte nomes como Virginia Woolf. O filme é baseado na biografia do escritor produzida por Michael Holroyd.

Íris, 2001. Com Judi Densch e Kate Winslet, o filme é sobre a história de amor entre a romancista e filósofa Iris Murdoch e o escritor John Bayley. Conta duas épocas distintas da relação: a juventude, quando se conheceram; e a velhice, quando Iris sofre de Alzheimer.

O círculo do vício, 1994. O filme de Alan Rudolph se passa na Nova York dos anos 1920 e tece um olhar fabuloso sobre Dorothy Parker e sua vida repleta de romances e amizades com escritores, compondo desde já, o papel incomum para uma mulher de seu tempo, portanto, um adendo sobre o tema de empoderamento feminino.

Sylvia Plath já tem sua cadeira cativa na lista de vidas de escritores para o grande ecrã

Sylvia - paixão além de palavras, 2003. Gwyneth Paltrow e Daniel Craig incorporam um dos casais mais controversos da literatura contemporânea: a escritora estadunidense Sylvia Plath e o poeta Ted Hughes. Não dá para falar de spoiler num filme como este, porque já sabemos o desfecho dessa história, entretanto, vale muito assistir o desenvolvimento dessa conturbada relação; a produção é dirigida por Christine Jeffs que teve de enfrentar a recusa da filha de Sylvia em ajudar com a obra e a liberar o acesso aos escritos da mãe. A queda-de-braço entre produção e Frieda Hughes levou-a redigir um poema em protesto contra a realização de Jeffs.

Miss Potter, 2006. Beatrix Potter foi um fenômeno da literatura no início do século XX. É da escritora inglesa títulos como A história de Pedro Coelho; muitas das peças que produziu foram adaptadas para outras mídias. Apesar da fama, Potter conseguiu a proeza de se manter livre dos tabloides. Chriss Noonan, no entanto, não resistiu aos segredos da escritora e produziu esse filme.

Em busca da Terra do Nunca, 2004. Quando se lê o nome desse lugar encantado, qual nome lhe vem logo à mente? Peter Pan, é claro! O filme carregado de estrelas, tem Johnny Depp e Kate Winslet nos papéis principais, é vagamente baseado no relacionamento de J.M. Barrie, o autor de Peter Pan com a família que o inspirou a escrever o livro que o eternizou.

Em Eclipse de uma paixão, Leonardo DiCaprio é Rimbaud, o poeta encalacrado pelo amor de Verlaine

Eclipse de uma paixão, 1995. O filme de Agnieszka Holland traz Leonardo DiCaprio no papel de Rimbaud. Estamos no ano de 1871, quando o poeta conhece seu grande ídolo, Paul Verlaine. Do encontro se fomentará uma dos casos de amor mais conturbados da história da literatura. O roteiro usou como base as cartas trocadas entre os poetas, bem como sua poesia.

Terra das sombras, 1992. O filme é sobre a história de amor entre C. S. Lewis, aqui interpretado pelo já famoso Anthony Hopkins, e a escritora estadunidense Joy Gresham. O caso entre os dois começou depois de uma carta que Gresham enviou a Lewis; depois, ela precisou de ir a Londres e, quem lhe hospeda? Daí para frente, o leitor já sabe no que isso vai se tornar.

Um amor do tamanho do mundo, 1996. Dan Ireland baseia-se nas memórias de Novalyne Price Ellis que conta o relacionamento entre ela e o escritor Robert E. Howard, autor criador da série Conan, o bábaro. Situado no Texas dos anos 1930, Novalyne é ainda uma professorinha que sonha se tornar uma escritora; conhece Howard, um sujeito excêntrico, sozinho e que na época apenas escrevia contos com super-heróis, aventuras e fantasia.