Por um Rio Grande do Norte de Leitores


Por Pedro Fernandes

A literatura é o maior bem simbólico da humanidade; a invenção mais sofisticada e coerente que a humanidade, ao longo de desastrosas outras invenções, pode criar. Pela literatura - que é arena onde se configuram todos os discursos - se é capaz de erguer a educação e a formação crítica dos sujeitos perante os discursos cerceadores da existência humana.

Notadamente alcançamos um patamar sócio-econômico bastante singular para a história de desastres que passamos nas últimas décadas. Entretanto, há patamar ainda difícil de mudar a cara que o alto índice de analfabetismo, apesar da leva de projetos e de programas de educação voltados para a queima desse status. Noutra margem o índice de analfabetos funcionais é também outro patamar crescente no País. Lemos mais, é verdade, mas continuamos sem entender bem para quê lemos e o que lemos. O problema não pode ser tido somente como uma causa política, é também uma causa social e de responsabilidade de todos - principalmente daqueles que se dizem professores, mas que abrem escancaradamente a boca para dizer que não gostam de ler.

Contra essa maré está um grupo de professores que resolveu lançar um manifesto público intitulado de Por um Rio Grande do Norte de Leitores. O manifesto surge das discussões fomentadas no IV Seminário Potiguar Prazer em Ler, promovido pelo Instituto de Desenvolvimento da Educação – IDE. A atividade será realizada nos dias 2 e 3 de setembro. É disso que precisamos. De atitudes que despertem outras atitudes. Caso contrário permaneceremos a banca rota de sermos adultos sem leitura.


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