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Mostrando postagens de Novembro, 2010

Ainda Rachel de Queiroz, "O Não Me Deixes"

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O Não Me Deixes – suas histórias e sua cozinha é o primeiro livro da escritora Rachel de Queiroz que ganha reedição pela José Olympio Editora (o livro havia sido editado pela Editora Siciliano em 2000). Esta obra da romancista  não foge o seu tema preferido: o nordeste brasileiro. Aqui, ela mescla lembranças e gastronomia e apresenta algumas raridades da culinária sertaneja. A escritora revela o preparo de diversas receitas já consagradas em todo o Brasil e fala sobre os muitos ingredientes típicos da região. A descrição das mais diversas delícias aprendidas em Não me Deixe, fazenda da família no Ceará, revelam os costumes e os gostos do povo sertanejo. Já em outubro a José Olympio através havia lançado Tantos Anos, livro que reúne uma mistura de lembranças e receitas.

Mais do que revelar traços de uma cultura da qual a escritora fez parte, O Não Me Deixes é composto de uma memória afetiva que vem não através dos hábitos culinários, mas dos cheiros e sensações corporais provocados do …

Mandacaru, o inédito de Rachel de Queiroz

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No dia 17 de novembro passado fechou-se o ciclo sobre o primeiro centenário da escritora Rachel de Queiroz. No Rio de Janeiro, o Instituto Moreira Salles (IMS) lançou uma coletânea com dez poemas da escritora. Intitulada Mandacaru a antologia é uma compilação fac-similar de manuscritos até então inéditos e pertencentes ao Fundo Rachel de Queiroz do Instituto. O livro estava integralmente organizado pela escritora, mas desistiu de vê-los publicados e o que restou, além de fragmentos divulgados pela imprensa, onde ela foi sempre muito ativa como cronista, foi a compilação que generosamente entregou a sua amiga Alba Frota. 

Alba guardou o caderno e antes de sua morte em 1987 devolveu para a família de Rachel. O material acabou indo junto com os cerca de cinco mil itens hoje pertencentes ao IMS. Escrito em 1927, mas com data na capa de 1928, como se assinalasse certa revisão final sobre os textos, os poemas datam do período em que a escritora estreou na imprensa: nesse mesmo ano, Raquel es…

Fecha-se mais um ciclo. Abre-se outro

Por Pedro Fernandes

Escrevo essa nota num sábado porque o 27 de novembro é a data mais importante deste veículo que existe desde 2010. Sim, é aniversário do Letras in.verso e re.verso e se ele ainda sobrevive três anos depois é porque, mesmo não me dando nenhum retorno, acredito que seja um instrumento de escrita importante, sobretudo, para mim. É um espaço que nasceu, nunca me cansarei de contar essa história, do acaso e hoje continua respirando esses mesmos ares.

Então fecha-se o terceiro ano deste blog; é um ciclo. Abre-se outro. Vamos ver o que reserva esse quanto ano que agora se inaugura. Que traga bons frutos como os dois que daqui ganharam forma: sabem do Caderno-revista 7faces? E do SeloLetras in.verso e re.verso?
Pela data, dei uma repaginada no espaço. E os seguidores do blog no Facebook, Orkut e Twitter podem ainda enviar suas fichas de inscrição para participarem da promoção posta no ar desde o dia 06 de novembro: aqui.

Abaixo, deixo um vídeo comemorativo que foi postado…

O Poema Enterrado: uma experiência-limite

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Por Ferreira Gullar
Entre 1959 e 1961, quando nasceu e eclodiu o movimento neoconcreto, tornei-me amigo de Hélio Oiticica, que eu tinha como uma espécie de irmão mais novo. Ele, aliás, era o mais moço do grupo e o último a se juntar a ele, tanto que não participou da primeira exposição neoconcreta, inaugurada em março de 1959, no MAM do Rio, nem assinou o manifesto, publicado naquela ocasião.
Mas Hélio, de todos, era o mais determinado a buscar novos caminhos de expressão, a levar adiante as propostas que surgiam do trabalho e da troca de ideias e de experiências. Ele estava convencido de que a arte neoconcreta abrira um território novo à criação artística. Esse era um tema frequente em nossas conversas, que, na verdade, se limitavam a algumas hipóteses sem resposta. A resposta não estava no discurso, mas no trabalho criador.
O incêndio, que recentemente destruiu grande parte de suas obras, chegou-me como uma notícia inverossímil pelo telefone, quando a repórter me falou da perda de m…

Tropa de Elite 2, de José Padilha

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Por Pedro Fernandes


Já não havia ido bem com a cara do primeiro. E desse segundo então, me perdoem os milhões de expectadores que já foram ao cinema e aplaudiram o Capitão Nascimento, não gostei mesmo. Tropa de Elite 2 assume uma face daquilo de pior que podemos ser - a face do embrutecimento dos corpos e da substituição do humano por androides de carne, osso, arma e violência.

Não que se trate de um filme de apologia à violência, mas é um filme que extrapola o limite do homem como homem e isso é ruim. E não venha me dizer que o que se vê nele é o retrato real daquilo que se tornou o Brasil, sobretudo o Rio de Janeiro. Nem sempre o real é aquilo que se vê e o Tropa de elite 2 mais me pareceu uma encenação do itinerário da violência que está diariamente estampado nos telejornais. Parece que depois de aprendermos a filmar favelas e tiras estamos fadado a esse círculo.
Assisti ao filme ainda na sua estreia. Sessões lotadas. E tanto é o público que o filme ainda se agarra na maior parte …

Reedição para Novas cartas portuguesas

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Por Eduardo Pitta

Em Maio de 1971, Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa pegaram na tradução portuguesa, feita por Eugénio de Andrade, de Lettres Portugaises (1669), compilação de cinco cartas de amor endereçadas por Mariana Alcoforado a um oficial francês, com o intuito de "desmontar e re-montar" os limites da linguagem.

Partiam da compilação de Claude Barbin das cinco cartas atribuídas ora à freira de Beja, ora a Gabriel-Joseph de Guilleragues. Dezenas de traduções e reedições em várias línguas, desde 1669, eram motivo bastante. Novas Cartas Portuguesas publicou-se em Abril de 1972, sob chancela dos Estúdios Cor, editora dirigida por Natália Correia.

O livro aguentou três dias em livraria. A PIDE recolheu e destruiu todos os exemplares disponíveis. Marcelo Caetano mandou instaurar processo judicial às três autoras, que foram levadas a tribunal. Motivo? O "conteúdo insanavelmente pornográfico e atentatório da moral pública" da obra. Inter…

Notas sobre o II Festival Literário da Praia da Pipa (FLIPIPA)

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Por Pedro Fernandes

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O visor do celular marca-me 8h da manhã. Era essa a hora que eu partia, no dia 18 de novembro, para uma das praias mais badaladas do litoral do Rio Grande do Norte. Praia batizada há muito, ainda pelos anos de mil e quinhentos e tanto, dado o formato de uma das falésias ser o de uma pipa (falésias, aliás, que povoam toda a praia). A praia tornou-se o destino turístico de todo aquele que vem a Natal. Vir a Natal e não ir a Pipa, não veio a Natal. Conhecida por além das belezas naturais, pela intensa noite, os dois elementos juntos só poderia culminar num espaço para promoção cultural. E se o tom salobre do mar e o calor do sol não são ingredientes para, dentro da cultura, a inserção da literatura, a ideia desfez-se. Pipa é já espaço ideal, justamente por estas características, para agregar discussões literárias. Em 2009, realizou-se o I Festival Literário da Pipa. Na agenda do evento, nomes importantes, como o da escritora Nélida Piñon. Se todas falas entoaram louv…

A 18, encontro com Saramago (V)

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Iniciativa posta na rede desde o dia 18 julho; todo 18 de cada mês durante noves meses leitores saramaguianos do mundo inteiro reúnem-se para ler um fragmento de sua obra e brindá-lo com uma taça de vinho. Este blog segue a iniciativa. A edição deste mês tem dupla importância; novembro é mês em que nós, os saramaguianos, comemoramos os 88 anos do escritor, feitos no último dia 16.
O fragmento que leio hoje é, na verdade, uma crônica do escritor que dá contas de um dos elementos que compõem o temário, podemos assim dizer, José Saramago: Deus. É peça-chave que se apresenta em toda a obra saramaguiana, mais forte em dois romances - O evangelho segundo Jesus Cristo (1992) e Caim (2009).
Intitulada Dios como problema Saramago retoma a ideia de Deus que marca bem esses dois romances para entendê-lo como uma má acertada criação humana. Publicado incialmente no dia 1 de agosto de 2005 no jornal espanhol El País, onde Saramago publicou uma série de textos numa atividade intensa que manteve com…

Milagrário pessoal, de Agualusa

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Milagrário pessoal, nono romance de Agualusa, conta a história de um homem que, para seduzir uma mulher, lhe oferece uma nova linguagem. É uma declaração de amor à língua portuguesa. É ela a verdadeira protagonista da história entre um professor angolano e sua discípula, especialista em neologismos. Um dia, a moça parece encontrar a fonte do que seria uma nova língua. “Iara começa a receber centenas de palavras, tão bonitas, extraordinárias, urgentes e necessárias que as pessoas se apropriam delas e começam a utilizá-las sem sequer darem conta que são palavras novas”, explica Agualusa. Juntos, os dois partem em busca dessa coleção de misteriosas palavras, que teriam sido roubadas de uma suposta língua dos pássaros. “No fim, é uma grande viagem pela língua portuguesa, pela sua história e pela forma como ela se foi afeiçoando a territórios tão diversos geograficamente”, complementa.
O romance é ainda a história de amor entre Iara e esse homem maduro, que é também o narrador da história …

A Academia não tem mais tempo para blá blá

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Por Pedro Fernandes



Tenho ainda que tomar fôlego porque daqui que chegue o outro lado do rio ainda me faltam muitas braçadas. Não que a extensão seja longa, é o nado que deve ser preciso. De preferência, que todas as braçadas sejam perfeitas. Isso, claro, exige do nadador. A extensão que me falta é pouco mais de 40 páginas ou o que poderei chamar de mais um capítulo ao meu texto de dissertação.

Ainda que se foi o tempo em que para se redigir um texto desses precisávamos de traçar um nado que começaria ainda nos primeiros mares da existência do mundo e vínhamos de lá para cá. E ainda não é difícil encontrar com trabalhos em que o nadador nada tanto que morre à beira de chegar do outro lado. Ou ainda que o nadador se perca em alguma correnteza e fique rodopiando no mesmo lugar até que a água lhe afogue.

Os textos acadêmicos cada vez mais exigem de quem escreve mais precisão, mas justeza ao itinerário e, claro, mais leitura e mais posição do sujeito-autor no texto. Se antes perdíamos tem…

Cegueira - um ensaio, de Fernando Meirelles

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Ao espectador comum, os muitos fatores envolvidos na produção de um filme costumam passar despercebidos. Da elaboração do roteiro, passando pela escolha do elenco, até minúcias de ordem técnica, tudo fica oculto quando se assiste ao resultado final. O livro Cegueira - um ensaio, de Fernando Meirelles, é uma rara oportunidade de olhar por dentro os bastidores de um longa-metragem.

O livro foi idealizado por Silvinha Meirelles, irmã do cineasta, a partir do conjunto de textos publicados por ele num blog no período em que trabalhava na produção e filmagem de Ensaio sobre a cegueira, título inspirado na obra homônima de José Saramago.

O leitor tem contato, portanto, não apenas com os bastidores, mas com as confidências do diretor porque os textos ora mostram suas dúvidas, inseguranças, decisões e lições aprendidas no set e sobre o exercício de adaptar uma obra literária do nível que é a obra do escritor Prêmio Nobel da Literatura. Detalhe: depois de muitas relutâncias do próprio Saramago…

Roald Dahl

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Por Donald Sturrock


19 de setembro de 1940. Um pequeno caça monomotor biplano da Força Real Aérea Britânica (RAF) se dirige ao sudoeste atravessando o deserto da Líbia. Os últimos raios do entardecer iluminam a areia com um intenso brilho avermelhado. O piloto está sobrevoando a superfície. Tentando juntar-se com seu esquadrão, mas não consegue localizar a pista de pouso camuflada. Seu tanque de nafta está quase vazio e logo será noite. Só resta uma alternativa possível – uma aterrissagem forçada.
Com desespero, passa à baixa altura sobre um solo rugoso, buscando uma área lisa para pousar. Mas não aparece nenhum lugar propício.
O sol desaparece por trás do horizonte e ele decide arriscar-se, reduzindo a marcha e descendo a uns 80 p, rezando para que as rodas não batam contra alguma pedra. Mas a sorte não está do seu lado. O trem de pouso bate numa pedra e o avião cai no mesmo instante, com o nariz enterrado na areia. Com a impulsão violenta, o piloto choca-se contra o painel da cab…

Benjamim, de Chico Buarque

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Por Pedro Fernandes



Benjamim integra, em 2006, o ciclo dos quatro romances escritos por Chico Buarque. Ou seja, é o segundo dessa leva de escritos, já que o escritor publicara antes apenas Estorvo, em 1991. Trata-se de romance que poderíamos adjetivar como “dobrado”, no sentido de que, são as ações e a vida de personagens do presente constantemente invadidas por projeções do passado. O protagonista desse romance integra a galeria dos desgraçados e perturbados consigo próprio; é invadido o tempo inteiro por uma corrente de culpa que aponta-lhe inquisitorialmente o dedo.

Digo isso, porque lembro-me agora de sua perturbação pela morte de uma tal Castana, que fora, no passado, uma namorada de Benjamim e que morrera fuzilada. A projeção passado-presente se instala quando entra no romance e, consequentemente, na vida dessa personagem, Ariela Masé, que, de início se é confundida com filha daquela namorada do passado. Ariela será a responsável, com todas as letras, para uma remodelagem na vida…

João Gilberto Noll vem ao Festival Literário da Pipa

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Um rápido passeio pela web vai dar ao leitor as seguintes informações sobre o escritor João Gilberto Noll: ele nasceu em 1946 na cidade de Porto Alegre (RS). Em 1969, após ter abandonado o Curso de Letras na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde começou a trabalhar como jornalista nos jornais Última Hora e Folha da Manhã. Em 1970, publicou seu primeiro conto na antologia Roda de Fogo, organizada por Carlos Jorge Appel, de Porto Alegre. Em 1970 mudou-se para São Paulo, retornando ao Rio em 1971. A partir de 1974, voltou aos estudos de Letras e passou a lecionar no Curso de Comunicação na PUC do Rio de Janeiro. Em 1980, publicou seu primeiro livro, O cego e a dançarina. A partir daí começou a acumular prêmios, como o Revelação do Ano, da Associação Paulista de Críticos de Arte; Ficção do Ano, do Instituto Nacional do Livro e o Prêmio Jabuti.
Noll é um autor prolífico. De 1981 a 2010 já publicou A fúria do corpo, Bandoleiros, Rastros de Verão, H…

Leontino Filho

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Por Pedro Fernandes



Na semana em que pego o mais recente livro de Leontino Filho, Geometria do fragmento, lançado pela Scortecci, a título de compor um texto-crítica para essa outra incursão do autor de Cidade íntima pelo território da escrita, convém escrever aqui o que já fora prometido há certo tempo: uma página ao poeta.
Conheci Leontino Filho quando do primeiro dia de aula na cadeira de Teoria da Literatura I, no curso de Letras, na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. 2005. Depois veio a cadeira de Teoria da Literatura II. E o curso de Literatura Potiguar, este ministrado já no fim da graduação. No intervalo desses quatro anos de convivência acadêmica foi-me ainda orientador de meu trabalho de fim de curso. Essa figura é a do professor e crítico literário, exercitada aquela como profissão e esta última, diria, nas horas vagas. Entendendo que essa figura se demonstra, ainda que sempre a disposição, também sempre no território das ressalvas, é porque nela pulsa uma outr…

As obras de Brecht no cinema

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A relação do dramaturgo alemão Bertolt Brecht (1898-1956) com o cinema vai além das inúmeras adaptações que foram feitas de sua Ópera dos Três Vinténs desde quando Pabst dirigiu sua primeira versão, em 1931, e da influência que exerceu sobre cineastas como Rainer Werner Fassbinder e o dinamarquês Lars von Trier.

Para quem ainda desconhece como essa relação começou, a Versátil Home Vídeo colocou no mercado uma caixa com os primeiros trabalhos de Brecht no cinema, desde sua estreia, em 1923, dirigindo o ator Karl Valentin em Os Mistérios de Uma Barbearia (1923), ao clássico dirigido pelo alemão Fritz Lang no exílio americano, Os Carrascos Também Morrem (1943).
A caixa de Brecht traz ainda um premiado documentário com imagens raras e entrevistas do dramaturgo. Dirigido por Joachim Lang há quatro anos, A Vida de Bertolt Brecht é uma introdução valiosa ao pensamento de um homem que representou para teatro o que Einstein foi para ciência e Chaplin para o cinema.

Aliás, é a figura do criado…

Lídia Jorge, o mundo isolado

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Lídia Jorge (1946) quando surge para a literatura portuguesa, em 1980, é com uma obra que marcará toda sua carreira: O dia dos prodígios. O romance, ainda que de estreia, apresenta em si os elementos de uma obra madura e em perfeita sintonia com as características das grandes obras contemporâneas.
De construção fragmentária e com variação gráfica no corpo do texto, volta-se para a discussão de valores que perpassam uma comunidade aldeã do Algarve. Na obra, todos os acontecimentos da vida cotidiana da aldeia são mostrados pelo olhar de uma comunidade inteiramente fechada em si mesma e isolada do mundo.
Nela, o padrão de comunicação é a oralidade, pois o letramento dos aldeãos é rudimentar e todos os acontecimentos são vazados por uma linguagem peculiar que, representa a oralidade regional do Algarve. No plano temporal, os acontecimentos que compõem o enredo estão concentrados em um intervalo relativamente curto de tempo, que inclui o momento da Revolução dos Cravos, que, entretanto, c…

Aniversário de 3 anos do Letras in.verso e re.verso

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A primeira novidade que chega agora aos leitores do Letras in.verso e re.verso pela ocasião dos 3 anos do espaço e da entrada no seu quarto ano de atuação na web que tem data para ser comemorada, no próximo dia 27 de novembro, é a de uma promoção. Com esse intuito, mas ainda sem perder-se do ideal de ser este um espaço voltado à literatura, sobretudo, a promoção que agora é posta online visa ainda a promoção da Literatura Potiguar. Interessados podem baixar o regulamento em formato PDF logo abaixo e participar da ideia. A ficha de inscrição que nos referimos é o envio para pedro.letras@yahoo.com.br dos seguintes dados: nome completo, endereço residencial e os links de suas páginas no Orkut, Facebook e Twitter.
Baixe aqui o regulamento

Um universo de José Saramago, paisagens

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Por Pedro Fernandes




O Departamento de Letras do Campus Avançado Prefeito Walter de Sá Leitão, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, em parceria com o Grupo de Pesquisa Práticas Discursivas, Linguagens e Ensino (PRADILE), realizará, no período de 15 a 17 de dezembro de 2010, em Açu/RN, o I Simpósio de Letras do Vale do Açu (I SIMLEVA). Por ocasião desse evento estarei ofertando juntamente com a profa. Dra. Maria Edileuza da Costa um Grupo de trabalho. Será também nesse evento que ministrarei, pela primeira vez, um curso sobre José Saramago, sobre o qual deixo a ementa abaixo.
Intitulado de Um universo de José Saramago, paisagens, este curso deve perfazer um esboço sobre as dimensões de uma paisagem que sendo anterior ao homem-escritor é, ao mesmo tempo, também um elemento, senão o principal constituinte de si. Quando falamos em paisagem, não falamos somente da paisagem física (aquela geográfica) ou da paisagem histórico-biográfica, ou da paisagem humana (aquela que aponta n…