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Mostrando postagens de Abril 22, 2010

Um cão andaluz, de Luis Buñuel

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A carreira do espanhol Luis Buñuel passou por várias fases distintas - a mexicana, do realismo brutal de Os esquecidos (1950), a espanhola, de Viridiana (1961), e a francesa, de impiedosas sátiras sobre a burguesia. Nenhuma delas, entretanto, sintetiza tão bem sua obra quanto a surrealista, que compreende os curtas Um cão andaluz (1929) e A era do ouro (1930).
É neles que aparecem as características que levariam o espanhol a ser considerado por Alfred Hitchcock o melhor diretor de todos os tempos: o humor provocador, algo grotesco, a ironia destilada contra a hipocrisia da igreja católica. Um cão andaluz, escrito em parceria com o artista plástico Salvador Dalí e inspirado em sonhos dos dois, é o exemplo máximo da adaptação para as telas do movimento criado por André Breton.
Não existe uma trama definida conduzindo o filme, apenas mergulhos no inconsciente, uma compilação não-linear de imagens aparentemente desconexas (o próprio diretor dizia que não significavam nada), oníricas, fra…