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Mostrando postagens de Junho 22, 2010

Um caderno para Saramago - página um ou a capa

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Por Pedro Fernandes


Que quem se cala quando me calei
não poderá morrer sem dizer tudo

(José Saramago, Os poemas possíveis)


O meu contato com a obra de José Saramago vem ainda quando da Graduação em Letras, meados do quinto para sexto semestre, em finais de 2006. Na época estava passando por um período de transição para os estudos com o texto literário; foi quando encontrei na biblioteca da faculdade O evangelho segundo Jesus Cristo, primeiro romance do escritor que tive a oportunidade de ler. Logo, minha atenção se voltou para um aspecto quase que unânime e corriqueiro aos que se deparam a primeira vez com a obra do autor português: o estilo típico de narrar, que preserva o fôlego da oralidade no trajeto de escrita, fazendo do texto literário “exercício muscular” (usando termos do escritor na entrevista dada a Carlos Reis, 1998), forma escorreita, impossível de à primeira vista precisar momentos de narração, falação ou volição psicológica do narrador e da personagem.
O estranhamento qu…