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Mostrando postagens de Outubro 20, 2010

Saló ou os 120 dias de Sodoma, de Pier Paolo Pasolini

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Por Pedro Fernandes


Pier Paolo Pasolini é apontado com um dos mais fecundos intelectuais italianos de século XX. Poeta, ficcionista, ensaísta, crítico literário, teatrólogo, linguista, argumentista, roteirista, cineasta, teórico de cinema, interessou-se ainda pelas artes plásticas, escreveu inúmeros artigos em jornais e revistas e manteve uma intensa correspondência com amigos e leitores. Saló ou os 120 dias de Sodoma, uma das obras mais perturbadoras da história do cinema, é posto nas telas em 1975 e havia acabado de ficar pronto quando foi brutalmente assassinado.

Trata-se de um filme forte. Assim como ao assistir Calígula fiquei impressionado, com Saló, não pelas perversões sexuais, mas pela força da violência deste filme ou modo como Pasolini utiliza a imagem para tratar do lado mais escuro do homem. Com cenas explícitas de sodomia, violação - e tudo sem findar em pornografia - e homicídio, Saló imprime uma grafia que sendo meticulosamente executada, seja pelos bons planos fotográ…