Jorge Luis Borges na web


Por Pedro Fernandes

O escritor pelas lentes de Paola Agosti

Quero antes dizer que sou analfabeto em Borges. Sim, analfabeto. Alguém que leu apenas alguns contos perdidos numa vasta obra como a desse senhor que fecha 112 anos essa semana (se entre nós ainda habitasse em carne e osso) não me faz seu leitor. Além do que, precisaria, certamente, de ler pelo menos um terço daquele que se disse melhor leitor que escritor.

A biblioteca de Borges, entretanto, é uma Babel. E deve levar uma longa vida – na assídua leitura – para aproximar-se daquilo que foi a biblioteca do escritor argentino. Pelo pouco que sei de Borges, sei que ele é um grande escritor. O que me faz dizer isso não é a ladainha que a crítica repete em torno do seu nome. Nem o mito de complexo, labiríntico. É sim aquele estranhamento que tive à primeira vez que me deparei com um texto seu. Foi “Pierre Menard, autor do Dom Quixote”. O mesmo estranhamento que senti lendo José Saramago, Guimarães Rosa, Clarice Lispector. Uso esse estranhar-se como voz interior que me diz: estás diante de um grande escritor.

E para dizer que não esqueci esse aniversário que até o pai digital Google homenageou num tosco desenho de sua logo, tão bem criticada pelo José Mário Silva (Bibliotecário de Babel) posto aqui atalho para um interessante achado da web: 26 textos lidos pelo Jorge Luis Borges. Vale a pena conferir. 

 


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