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Mostrando postagens de Janeiro 24, 2011

72 horas, de Paul Haggis

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Por Pedro Fernandes



Onde reside os limites do real? Onde reside os limites da ficção? Onde reside os limites do amor? São todas perguntas que 72 horas é capaz de nos suscitar. E a resposta para todas elas é a de que não há limites. Ou se há somos nós quem os fazemos.

Para quem foi ao cinema às cegas, sem nada ter visto ou lido sobre o filme encara os primeiros minutos da narrativa com o princípio de mais um daqueles dramas de perdas e que se prolongam por cenas e cenas de lutas na justiça e blá-blá-blá.

Mas, engana-se. A cena seguinte já troca a rotina pelo imprevisto e enche a tela de porrada. Acusada de assassinato, Lara é levada pela polícia enquanto John mal consegue conter o desespero de seu filho de três anos que, assustado com a invasão, só consegue chorar. Eis aí mais uma impressão falsa.

A princípio acharemos esse John com cara de sujeito acomodado, preso a sua rotina de professor. Julgamento mal feito. Ele será capaz de construir um mundo próprio para si; fabricar uma realid…