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Mostrando postagens de Fevereiro 3, 2011

Cafés, bondes e carnavais

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Por Pedro Fernandes



O título é da professora Elisa Amorim Vieira, texto que faz um registro marcante da cidade literária construída por Machado de Assis. Não só sobre a cidade machadiana, mas sobre o olhar do escritor acerca da efervescência urbana em seu tempo. Retomando a ideia do flâneur Vieira lê Machado de Assis, por através de suas crônicas, como legítima figura do tipo, interligando o dia-a-dia do Rio de Janeiro do século XIX ao espaço mais amplo da tradição literárias ocidental.

Nas crônicas, Machado comenta das inovações tecnológicas, das mudanças de costumes, das transformações da cidade. Apesar de não fazer par com Cruz e Souza e nem com as figuras da boemia carioca, Vieira, ao citar o estudo da professora Mônica Velloso, Modernismo no Rio de Janeiro, considera o bruxo de Cosme Velho, pelos olhos atentos aos impactos das mudanças, tão imerso quanto àqueles, que vivenciaram com maior sentimento de desencanto e de esperança (podemos assim dizer)os fluxos da cidade.

Dos boêmio…