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Mostrando postagens de Novembro 2, 2011

Epitáfios

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A celebração do dia dos mortos parece ser um ato útil por duas razões: reencontrarmo-nos como a ideia de que nossa vida não é eterna e fazer manter viva a memória do morto, que será esta a única eternidade que dispomos. Se fosse dar vazão a estes dois motivos eles se ampliariam e teríamos aqui um texto semiacadêmico pensando sobre a questão. O que não é nossa intenção.
A ideia para isso de “epitáfios literários” (ou seriam “epitáfios de escritores”?) ocorreu-nos diante da inscrição escolhida para o singelo memorial em nome de José Saramago: “Mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia”. A frase foi retirada de um dos romances mais quistos do autor português, que, aliás, fechou no mês de outubro passado exatos 30 anos de sua primeira edição, o Memorial do convento.
Os termos aí traduzirão bem o que o próprio escritor em vida esboçou: “Quando eu morrer, se se puser uma lápide no sítio onde eu ficar, poderá ser qualquer coisa assim: Aqui jaz, indignado, fulano de tal. Indigna…