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Mostrando postagens de Dezembro 21, 2011

Almada Negreiros

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“A vocação de Almada foi a de dizer-se, de afirmar-se, de passar a vida a ser-se Almada.”" Eduardo Lourenço
Este é um poeta que a crítica o tem como a figura mais polêmica do Modernismo português e assim o foi nas mais diferentes manifestações artísticas em que esteve metido – romance, teatro, artes plásticas. Mas, na definição de Carlos Queirós “em tudo, e sobretudo, poeta. Ele próprio, humanamente, poeta”. Sua inquietude ou rebeldia não são gratuitas.

Almada, além do olhar aguçado do poeta forma-se poeta de um tempo também de inquietude e de rebeldia. Marca-se como o artista que via na arte o espaço – não apenas para as transgressões estéticas – mas para “estetização” de questões sociais mais complexas. Álvaro Cardoso Gomes o lê como ilha – “Eu tenho visto olhos!/ Mas nenhuns que me vissem/ nenhuns para quem eu fosse/ um achado existir/ para quem eu lhes acertasse lá/ na ideia/ olhos como agulhas de/ despertar/ como íman de atrair-me vivo/ olhos para mim!” – num mundo regido p…