Retratos para a construção do feminino na prosa de José Saramago






Está aí o título de meu primeiro livro já anunciado noutras ocasiões. Há outros inéditos, esperando a boa vontade dos editores. Por enquanto é este. O que teve a sorte de ser escolhido por uma equipe editorial competente que, aos trancos e barrancos (por culpa minha, é claro, que tenho mania de perfeições) conduziu as coisas tudo nos conformes. O livro está em pré-venda. Quem adquiri-lo levará para casa o produto sem o frete, apenas pelo seu valor de comercialização.

O que o leitor terá em mãos é o resultado de meu trabalho de dissertação de mestrado. Sempre tive decidido, desde que me pus a elaborar o texto que este seria transformado em livro. Por uma razão: tanto esforço e tempo de pesquisa não servem para ser engavetado ou posto numa estante de uma biblioteca setorial para consulta aleatória. Não. Se mofar e tomar poeira será nas estantes das livrarias, dos sebos, das estantes dos que levarem o resultado do esforço e tempo para casa.

É resultado de minha dissertação de mestrado, mas atenção: o leitor estará diante de um novo texto. O que tinha de dissertação sobrou apenas no tema, porque todo o itinerário foi recomposto: entraram as considerações feitas pela banca no dia de defesa e com mais atenção aos tais conselhos, entraram muitas das notas que fiz e que não foram incorporadas ao texto inicial, os títulos foram refeitos, e enfim, espero que esteja um trabalho a altura do que procura o leitor. Gostaria muito de ouvir as críticas: as positivas e as negativas porque se escreve e publica para isso. O gesto de publicação é partilha e estou disposto a ouvir. Não me conformarei se a mim me chegar apenas um “Muito bom” ou “Não gostei”, principalmente dos leitores que tiverem condições de dizer sobre o que leem. Quero motivos.

Devo agradecer a muita gente; e alguns estão especificados nos agradecimentos, logo à entrada do livro. Outros sabem que mesmo não estando ali, estão incluídos em algum “todos”. Mas, publicamente, quero deixar o apreço, primeiro ao Professor Miguel Koleff, da Universidad Católica de Córdoba e coordenador da Cátedra de Estudos Saramaguianos, que leu inicialmente meu texto e escreveu sobre ele a orelha que vocês terão oportunidade de ler. Também quero deixar, já devo ter feito isso por aqui, o apreço pelo gesto da artista plástica açoreana Lena Gal que gentilmente cedeu a tela As xamãs que ilustra a capa. Trabalho que produzido muito antes de sair esses Retratos e a longa distância porque só tive conhecimento bem recente do trabalho da artista possui um diálogo vertiginoso com o tema da obra.

Foi posto on-line a pouco um espaço que dará contas de acompanhar a ideia. Através dele, os leitores terão acesso a informações quanto aos lançamentos que a editora e o autor estão planejando e quaisquer outras novidades em torno do livro. As coisas por lá ainda são meio que provisórias. Também as notas escritas neste blog na coluna Diário de Bordo serão aos poucos transcritas e reaproveitadas para uma visão mais detalhada da gênese do trabalho.

E agora, o convite a todos. Correr ao site da editora e adquirir para já o livro. Basta ir por aqui. Depois podem visitar o espaço doqual falei.


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