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Mostrando postagens de Março 28, 2012

Poetar o amor

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Nesta semana dei-me, por obrigação interna de leitura, embrenhar-me na Odisseia – tarefa que, dizia ontem à noite a um amigo, não pensei nunca em enfrentar. Mas, deuteronomicamente, há tempo para tudo – e o tempo para ler mais um clássico chegou. Estou no instante em que Telêmaco é convencido à busca de Odisseu. Aqui chamo atenção para Atena, a que parece trazer consigo um amor pleno e adormecido pelo herói terreno. Isso vai se configurando à medida em que a deusa vai atuando com favorecimento às ações da grande empreitada do filho de Penélope.
As conformações desse amor de Atena estão num campo da admiração loquaz. Mas, se configura aí em gestos uma expressão que virá ser lapidada ao longo da produção poética universal – expressão, aliás, que deve ser a mais cantada na poesia. Assume, inclusive, protocolos de poético, ainda que saibamos não ser a poesia algo reduzido a um tema em específico.
Antes da relação de simpatia entre Atena e Odisseu, quem aqui nunca fez ou viu alguém despetala…