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Mostrando postagens de Fevereiro 8, 2013

Os miseráveis, de Tom Hooper

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Por Pedro Fernandes



"Quando se trata de sondar uma ferida, um abismo ou um fato, desde quando é errado ir para abaixo demais, ir ao fundo? Não explorar tudo, não estudar tudo, parando ao longo do caminho, porquê?" – o questionamento de Victor Hugo é de um típico romântico. Nunca devemos nos esquecer disso quando estivermos diante de Os miseráveis. Lembro-me que quando estava na plateia, já pelo fim do filme-musical, alguém terá dito para outro, o romance dos meninos [Cosette e Marius] tem uma pitada do Romeu e Julieta de Shakespeare. E qual escritor não terá sido tocado em algum instante de sua literatura pela obra do dramaturgo inglês. A grandiosidade shakespeariana é tanta que até inconscientemente e mesmo que nunca se tenha lido nada dele, ainda assim, quem escreve estará fadado a colocar pitadas de Shakespeare no seu trabalho; ainda mais quando estamos diante do romantismo francês, mesmo que a base do romance aí seja o solo social, é natural, a França vivia reviravoltas …