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Mostrando postagens de Março 11, 2013

Bernardo Guimarães

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Supomos que A escrava Isaura seja o título ainda mais lembrado por brasileiros de várias faixas etárias quando o assunto é novela. E antes de ir para a TV e ser exibida quase que no mundo inteiro e logo um dos produtos da Globo que mais rende vendagens, o pequeno livro de Bernardo Guimarães também já alcança números espantosos se levarmos em consideração o país e o período de onde vem. O escritor foi um dos primeiros que não hesitou em fazer uso da escrita como espaço para denúncia do modo de estar dos da margem.
O texto de 1875 é fruto do contato de Bernardo com uma cena muito comum na sua época: numa das muitas fazendas de café em Minas Gerais, já nas proximidades de Ouro Preto, um ano antes, o escritor presencia a um canto do pátio, em frente à porta da senzala, dois escravos amarrados pelos pulsos a receberem do algoz banhado de suor um dos castigos a que eram submetidos muitos dos negros – o chicote que ressoa entre o açoite e os gemidos já quase desfeito dos dois. 
Não é à toa…