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Mostrando postagens de Março 26, 2013

Os desenhos de Aldemir Martins para "Vidas secas", de Graciliano Ramos

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O nome de Aldemir Martins já está entre os da galeria de artistas plásticos do Brasil. Como terá definido os escritores Nilson Moulin e Rubens Matuck em Aldemir Martins – no lápis da vida não tem borracha, “Aldemir Martins é um homem cultíssimo. Como dizem em certas regiões do interior do Brasil: é um poço de sabedoria.” O trabalho que compôs para Vidas secas, de Graciliano Ramos, data de 1963 e foi publicado na 9ª edição do romance. E tem uma particularidade: Martins incorpora o traço simples, seco e da intersecção de vários deles nasce os desenhos, como se inspirados pela geografia do romance.

Também não terá sido apenas a narrativa de Graciliano o ponto de partida para esse trabalho do artista; Aldemir Martins conheceu bem o sertão nordestino porque é, como o romancista de Alagoas, filho do interior do Ceará e os primeiros desenhos, feitos em 1941 e com os quais ganhou logo notoriedade no colégio militar onde estudava já obedeciam a marca do traço simples. Até chegar a ilustrar o