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Mostrando postagens de Dezembro 5, 2013

Camille Claudel 1915, de Bruno Dumont

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Camille Claudel (Fère-en-Tardenois, 1864-Montdevergues, 1943), a escultura amante de Auguste Rodin que enlouqueceu por amor, a aluna cujo talento foi manipulado por seu mestre, a bela abandonada e humilhada, a mulher artista chutada pelos poderes masculinos; em definitivo, uma das forjadoras modernas desse arquétipo do feminino orgulhoso, romântico e cruel, da charmosa perturbada. Isabelle Adjani rendeu-se em 1989 ao personagem e o encarnou junto com Gérard Depardieu no filme de Bruno Nuytten Camille Claudel e agora é outra rainha do cinema europeu, Juliette Binoche, quem se aproxima com a lenda da artista em Camille Claudel 1915, escrita e dirigida por Bruno Dumont.
Até aí há as coincidências entre um e outro filme. A de Binoche de Dumont, minimalista e atroz, se detém num ponto sem retorno: o primeiro ano de encarceramento da escultora no manicômio de Montdevergue, próximo de Aviñón, de onde jamais sairia. “Com 16 anos li uma biografia sua que me tocou profundamente que passei min…