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Mostrando postagens de Dezembro 11, 2013

Correspondência inédita de Proust revela suas aventuras num bordel francês

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“Pode-se dizer qualquer coisa, desde que não se diga eu.” Marcel Proust escreveu estas palavras ao seu colega das letras, o francês André Gide, e elas constituem num conselho valioso para qualquer romancista, bem como uma chave de leitura útil para a compreensão de sua própria obra. Sabemos que Proust é hoje ainda o mais importante nome da literatura ocidental moderna, o melhor autor de sempre depois de sua catedral literária Em busca do tempo perdido.
A esses epítetos de melhor, que quase o colocam num altar, sacralizado, também não somos hipócritas e achamos que Proust é o mais importante romancista gay – sem querer inserir o autor num clube rosa, evidentemente. O epíteto final é dádiva do próprio Gide, quem revelou a homossexualidade de Proust sempre enrustida. Foi Gide quem colocou os leitores diante das correspondências do autor publicadas logo após sua morte.
Desde a revelação dessas cartas, a sexualidade ganha a robustez de um elemento até importante para a crítica leitora d…