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Mostrando postagens de Março 27, 2014

Trapaça, de David O. Russell

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De alguma maneira, a crise por que atravessa o capitalismo enquanto modelo social, sua insustentabilidade e os indicativos de falência – ou as causas da falência – têm servido de mote para parte das narrativas cinematográficas do final de 2013 e início de 2014 produzidas por Hollywood. Se fizermos uma leitura panorâmica pelos filmes que comentamos aqui nessa safra logo localizaremos uma amostra significativa: O Lobo de Wall Street, injustamente esquecido pela Academia na última edição do Oscar; Capitão Phillips; Blue Jasmine; e Trapaça, de David O. Russell, autor do patético O lado bom da vida.
O filme de agora funciona como uma espécie de redenção, incorporando algumas lições caras ao cinema hollywoodiano, como uma boa história, ainda que os diálogos fiquem sempre a desejar. Além disso, O. Russell parece colocar de lado o romance açucarado e investir numa história mais próxima do empírico – revestida de um humor decente, uma pitada de tragédia, doses de neurose e uma crítica social…