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Mostrando postagens de Maio 8, 2014

A literatura filha da revolução

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A desumanização,último romance de Valter Hugo Mãe (Saurimo, Angola, 1971), um dos novos escritores portugueses mais premiados, se passa na Islândia. Para onde vão os guarda-chuvas, o livro que consagrou Afonso Cruz (Figueira da Foz, 1971), se situa num impreciso Paquistão, algo fantasmagórico que as vezes parece saído de um conto de As mil e uma noites. São dois exemplos das mais inovadoras propostas da notável geração atual de escritores portugueses que são os mais acompanhados pelos leitores. Alguns os acusam de escapistas. Outros recordam sua vocação internacional e sua suprema liberdade de narrar o que lhe diz a alma.
Estão próximo dos quarenta. Nasceram, pois, nos anos setenta e começaram a publicar no início do século. Agora eclodiram. Têm êxito. Não é raro que na Feira do Livro de Lisboa algum deles tenha uma centena de seguidores  à espera de seu autógrafo. Pertencem a uma geração que não viveu a Revolução dos Cravos ou que a viveu sendo ainda muito criança. De fato, é o prim…