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Mostrando postagens de Junho 6, 2014

Casa das máquinas, de Alexandre Guarnieri

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por Pedro Fernandes


Se esta fosse uma fala que tivesse oportuno interesse em servir de matéria para outro tipo de escrita que não esta do blog – texto que sempre tomo cuidado de não chamar de resenha dado as limitações de tempo e espaço numa apreciação mais profunda das leituras – bem poderia suar mais para escrever uma leitura que valha para a dimensão de Casa das máquinas, livro do poeta Alexandre Guarnieri publicado em 2011. Poderá ser ledo engano, mas é este um conjunto de poemas escritos pela letra da maturidade e com o cuidado e o zelo com a palavra a modo do que fizeram os nomes da poesia concreta e toda a tradição brasileira da objetividade verbal.
Alexandre Guarnieri se mostra ser, ao menos com este título, o de uma nova gênese vocal na poesia brasileira, herdeiro nato da casa de onde vieram nomes como João Cabral de Melo Neto, os irmãos Haroldo e Augusto de Campos, Ferreira Gullar (nos tempos em que foi um grande poeta), entre outros; nomes com os quais ele constrói um exte…