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Mostrando postagens de Julho 14, 2014

A besta humana, de Émile Zola

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Por Pedro Fernandes

Toda nova tradução é uma tradução. A tautologia tem uma justificativa. É que, apresentar uma nova tradução é como ver a obra ser de novo escrita e ser de novo apresentada. É mais que isso. Cumpre ainda um exercício de a aproximação entre gerações diversas: com a dos que leram pela primeira vez a obra, com a de outros lugares onde a obra também foi traduzida, com as de um mesmo lugar que tiveram contato com outras traduções. Pouco importa dizer que cada leitura – de um tempo, de um público, de uma pessoa – é forma individual porque é suficiente crer que é isso um exercício de irmanação pela palavra. Os leitores brasileiros ainda estão muito distantes de terem acesso, no seu idioma, a muitas obras importantes. Isso não é novidade. Também não se pode ter tudo. E o melhor é se contentar com o que nos aparece. Sim, não temos do reclamar.
A primeira tradução de La Bête humaine de Émile Zola, por aqui, se não tenho lido apressadamente, data de 1958, por Marina Guaspari, e…