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Mostrando postagens de Setembro 5, 2014

Adolfo Bioy Casares - o último escritor feliz

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Por Jorgelina Nuñez

Filho de fazendeiros ricos, homem de bela imagem, esportista amador, fotógrafo aficionado, cinéfilo fanático, sedutor empedernido, amigo caro e parceiro literário do melhor escritor argentino. Adolfo Bioy Casares foi tudo isso, mas, sobretudo, um escritor que soube coadunar uma imaginação e uma alegria dissidentes nas letras de seu país.
Agraciado com uma quantidade invejável de características, soube vivê-las sem culpas e inclusive com abnegação e trabalho. Sua mãe, Marta Casares, que temia ver seu único filho eternamente preso nas redes feminina, o aconselhou ao casamento cedo com Silvina, a mais talentosa dos Oscampo, mas também a mais feia e onze anos mais velha que ele. O matrimônio, fundado na admiração mútua, durou mais de cinco décadas e foi também uma sociedade literária: juntos escreveram o romance Los que aman, odian  e prepararam em trio com Jorge Luis Borges a influente Antologia da literatura fantástica (recentemente apresentada no Brasil pela Cosac N…