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Mostrando postagens de Setembro 9, 2014

Adolfo Bioy Casares e as mulheres

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Por Alejandra Rodriguez Ballester

“Escrevi um romance, um conto, ‘El jardín de los sueños’, e agora um segundo conto: um e outro, Deus meu, tratam de fugas. Não me parece improvável que em breve me converta em fugitivo”. Bioy escrevia isto em 1969 à sua amante, a escritora mexicana Elena Garro, que, como tantas outras, havia pedido que fugisse com ela. À diferença de Borges, a quem Bioy descreve como perpetuamente enamorado e sistematicamente frustrado em suas intenções, na vida do autor de Diário da guerra do porco a relação com as mulheres parece ter sido intensíssima e feliz, além de pouco convencional, desde a enigmática relação com Silvina Ocampo até os vários triângulos que a discreta indiscrição de Bioy deixou transparecer.
E se, em sua literatura foi um cultor, junto com seu amigo e mestre, da “arte deliberada” e das tramas perfeitas, o peso dado ao tema amoroso o diferencia dele. Beirando o puritanismo, Borges tinha “um prejuízo” em conta do amor na literatura, como afirma Bi…