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Mostrando postagens de Setembro 10, 2014

Franco versus Faulkner

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Há alguns anos James Franco advertiu que, apesar de ter tudo na vida, sentia um vazio interior. Havia atuado nos maiores sucessos de público e nomeado ao Oscar, mas necessitava de algo mais. “Queria expressar-me de outra maneira”, completa depois de apresentar seu novo filme como diretor, uma adaptação de O som e a fúria de William Faulkner, apresentada fora da competição na Mostra de Veneza. “Por exemplo, meu sonho era interpretar um poeta, mas um dia entendi que ninguém me proporia esses papeis. Compreendi que teria que fazê-lo eu mesmo”, assinalou.   
O romance escolhido pelo ator, filho de uma professora de Literatura e autora de livros infantis, não era a mais simples que podia adaptar. Sem ir mais longe, O som e a fúria é célebre por sua dificuldade entre os estudantes estadunidenses que quebram a cabeça para entender seu primeiro capítulo narrado em estilo indireto livre por Benjy, a criança deficiente da família dos Compson, aristocratas sulistas. O próprio Faulkner, conscien…