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Mostrando postagens de Setembro 11, 2014

Manuel Bandeira

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Auto-retrato

Provinciano que nunca soube
Escolher bem uma gravata;
Pernambucano a quem repugna
A faca do pernambucano;
Poeta ruim que na arte da prosa
Envelheceu na infância da arte,
E até mesmo escrevendo crônicas
Ficou cronista de província;
Arquiteto falhado, músico
Falhado (engoliu um dia
Um piano, mas o teclado
Ficou de fora); sem família,
Religião ou filosofia;
Mal tendo a inquietação de espírito
Que vem do sobrenatural,
E em matéria de profissão
Um tísico profissional.
É quase impossível negar que não conheça a expressão Vou-me embora pra Pasárgada. Ela está entre outras do gênero, como E agora, José? Talvez isso fosse o suficiente para dizer da consagração de Manuel Bandeira. Mas não é. Assim como também não é apenas relembrá-lo como uma das figuras mais importantes no interior do Modernismo brasileiro. É  preciso dizer, entretanto, antecipadamente, que aquela expressão vale por toda obra do poeta porque foi esta, título de um poema, que lhe valeu boa parte do reconhecimento a…