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Mostrando postagens de Novembro 13, 2014

Federico García Lorca: aquele loiro de Albacete

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Que tamanho deve ter o amor para ser amor? Quem inspira uma obra e como se forja a personagem que evoca um sentimento? Betriz Portinari ou Felice Brauer viviam na mente de Dante e na de Kafka. Sabemos que os sonetos de El rayo que no cesa não era dirigidos apenas a Josefina Manresa, a mulher de Miguel Hernández; que Maruja Mallo e María Cegarra também foram musas do poeta e isso não modifica seu valor literário; ao contrário, acrescenta dados para a construção dos parâmetros interiores da literatura. A vida sentimental de Federico García Lorca poderia comparar-se com algum dos dramas que escreveu. O amor que não está na obra Bodas de sangue, mas a paixão, convertida em luz e harmonia transborda em seus Onze sonetos do amor obscuro, uns versos cuja redação começou em 1935, meses antes de ser assassinado, e que permaneceram inéditos por quase cinquenta anos, duas datas significativas no romance negro em que se converteu sua vida, mas conhecemos realmente quem os iluminou.  
A história …