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Mostrando postagens de Março 4, 2015

Roth libertado, de Claudia Roth Pierpont

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Por Anna Caballé




Sempre foi dito que Jonathan Swift, talvez o mais importante escritor em língua inglesa de seu tempo (com a licença de James Boswell), foi um escritor que unia à sua grande inteligência uma absoluta incapacidade para a ilusão. Um oculto desespero o levava ser crítico de todos os valores dominantes a fim de ameaçar as próprias raízes da existência humana como faz em As viagens de Gulliver. E agradeço a autora de Roth libertado. O escritor e seus livros, Claudia Roth Pierpont, que sugere as relações apreciáveis quanto ao talento e a sensibilidade dos dois romancistas. Porque, de fato, mesmo com séculos de distância, os dois têm relações em comum: recorrem à sátira como principal instrumento de sua literatura, e há também neles o desejo de renovar a prosa de seu tempo, dotando-a de uma nova e pulsante vitalidade. E não só isso: os dois se caracterizam por um componente obsessivo e amargo de sua personalidade que ocasionalmente o conduzem ao lugar da depressão.
O título d…