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Mostrando postagens de Março 24, 2015

Orpheu ou 100 anos de um ano que não acabou

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A revista surgida com o afã de ser uma publicação trimestral sobre literatura não nasceu ao acaso. Ela é produto de outros movimentos que já rondavam o circuito literário português ou é a conjunção de uma quantidade variável de fatores que culminaram na sua criação. Talvez esteja aqui, sem quaisquer misticismo, a raiz de sua eternidade.
Em 1910, por exemplo, havia sido publicada outra revista com mesmo afã, A Águia, mas com ambição maior: ser um mensário. Sim, numa época que não deve, de maneira alguma ser confundida com a de hoje (que proliferam revistas para todos os gostos e gêneros literários) era uma revolução ter um periódico, primeiro, com pretensões literárias, segundo, com uma frequência dessas. 
As principais figuras desse periódico anterior a Orpheu são Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão e Leonardo Coimbra. Mas, logo fixada à Renascença Portuguesa, o que poderia ter um caráter renovador da literatura findou por alcançar e ficar apenas na ideia de revigorar a cultura port…