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Alegorias dramáticas do herói romântico (Parte 4)

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Don Juan, herói byroniano em questão
Por Leonardo de Magalhaens




Este é um extenso poema – incompleto – em 16 Cantos, sendo escrito de setembro de 1818 a maço de 1824, e alguns críticos consideram como uma amostra do amadurecimento do Poeta que assume um tom irônico diante do herói romântico. Herói que a própria obra de Byron ajudara a difundir por toda a Europa letrada, e daí até as colônias europeias.

Em Don Juan evidencia-se (tal qual nos primeiros Cantos de Childe Harold) a destilação (e fermentação) das tantas leituras e vivências – nesta ordem – do Poeta, em suas viagens pela Europa continental. Principalmente o Mediterrâneo, onde se destacam a Itália – ainda não unificada – e a Grécia – dominada pelos otomanos.
Vários autores recebem referência – positiva e negativamente – tais como Homero, Safo, Aristóteles, Juvenal, Horácio, Virgilio, Longinus, Santo Agostinho, Calderón, Shakespeare, Bacon, Congreve, Walter Scott, J. Milton, Dryde, Pope, Wordsworth, Coleridge, Southey, Sotheby, …