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Mostrando postagens de Maio 28, 2015

1912: o ano do big bang de Franz Kafka

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1912 é um ano decisivo na vida e obra de Kafka. Tanto que, em seu desenvolvimento, nem uma nem outra, inextricavelmente unidas, resultam compreensíveis sem conhecer esse tempo estruturador. Várias são as razões que validam esse argumento. E sobre elas que aqui falamos. Em primeiro lugar, no dia 13 de agosto daquele ano, Kafka conhece Felice Bauer na casa dos pais de Max Brod. De todas as mulheres que articulam a vida emocional de Kafka, nenhuma como Felice retrata não só o que Kafka chegará a ser, mas sobretudo o que nunca será: marido, pai, um homem com raízes. A relação com Felice, sua vertigem de compromissos uma e outra vez adiados e pouquíssimos finalizados, desenha com singular empenho sua infernal solteirice, sua incapacidade (e, talvez sua terrível ânsia) para uma vida doméstica comum, que Kafka elevou, para variar, ao universo da sua literatura.
Mas, não apenas a vida sentimental de Kafka será marcada para sempre em 1912. Também sua vocação como escritor, sua paixão e conde…