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Mostrando postagens de Junho 17, 2015

Esopo e La Fontaine na atemporalidade que aniquila a obviedade da aparência

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Por Maria Vaz


Na história da literatura – que mais não é do que um passado concreto dado à estampa –, encontramos escritores capazes de tocar significâncias complexas com os textos mais simples: uma simplicidade capaz de passar de boca e boca e atingir um público-alvo alargadíssimo. Pois é, existem autores que, sem adornos, nos conquistam pela simplicidade com que nos transmitem uma mensagem profunda.
Este texto versa sobre o poder das fábulas que, tristemente, caíram em desuso. Afinal de contas, longe vão os tempos em que os pais tinham tempo de ler pequenas histórias às crianças, que esperavam por aquele momento como apogeu dos seus dias. A verdade é que a pós-modernidade encontra-se submergida numa dilacerada aceleração do tempo: em que tudo é para ontem; em que há sempre mais a fazer; em que se nos pede para ser mais e melhor, numa espécie de lei da sobrevivência ante o caos social. Deste modo, podemos dizer que as gerações de hoje não têm tempo para contar fábulas às crianças, que…