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Mostrando postagens de Junho 23, 2015

Mo Yan, o obrigado a calar

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Mo Yan era, até a chegada da publicação de Mudança (Cosac Naify, 2013), um total desconhecido dos leitores brasileiros; e, sua repercussão ainda tímida por aqui tem respaldo em diversos fatores: um, a incipiente quantidade de tradutores do chinês para o português no Brasil; outro, da própria conjuntura histórico-social do mundo, a relação Ocidente-Oriente tem um início tardio. Além disso, o escritor chinês ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 2012 vive desde cedo da literatura, mas não é alguém que esteja nos grandes centros do universo editorial; prefere estar reservado ao silêncio e ao trabalho literário.

Nasceu no dia 17 de fevereiro de 1955 na aldeia de Ping’an quando este lugar era um pequeno vilarejo chamado Gaomi e pertencia à província de Shandong, a 620Km de Pequim. Quando os moradores do lugar souberam que havia sido galardoado com o prêmio máximo da literatura, logo foram a sua antiga casa e levaram o que puderam de relíquia do escritor: para dar sorte, acreditam. E a…