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Mostrando postagens de Julho 21, 2015

Pergunte ao pó, de John Fante

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Por Alejandro Jiménez



Para ninguém é um segredo que a maioria de nós chegaram até John Fante graças a Charles Bukowski. Fante, ao meu ver, é o mais incrível e imperdoável caso de esquecido numa época; é uma página da literatura estadunidense que, todavia, hoje não alcança superar esse estigma, nem com as sucessivas reedições de sua obra, nem por toda a crítica a seu respeito produzida mesmo aquela escrita por críticos que fingem conseguir alcançar sua compreensão e retirar o escritor e a obra do tempo ou da realidade onde estão metidos.
Mas, além disso, o caso Fante é o do escritor que – por superior ironia – a época o desconhece exatamente porque ele a conhece tão bem, tão descarnadamente bem, e bem à sua maneira, o que resulta num nome perigoso de desbravá-lo. A obra do escritor está inscrita entre aquelas sobre as quais é permitido afirmar que de maneira contundente que desenvolve uma preocupação com os destinos desses miseráveis que vivem à própria sorte, com a necessidade pintada…