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Um mapa do século de ouro da literatura russa e dez romances fundamentais

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Por Sergio Pitol

Em meados do século XIX começou a aparecer nos círculos culturais europeus a existência de uma notável e estranha literatura surgida na Rússia. No início, parecia uma extravagância, uma grande piada. Daquele lugar se esperaria sair homens silvestres e cândidos, o bom selvagem sonhado pelos enciclopedistas, ou príncipes de aparência intensamente elegante que disfarçaria uma realidade mais tumultuosa que a estabelecida na Europa como um todo. Deles se podia esperar tudo, mas não a criação artística e muito menos uma cultura literária.
De imediato, a chegada dos russos apaixonou os leitores ocidentais e venceu todos empecilhos. No fim do século, Tolstói, Dostoiévski, Turguêniev eram traduzidos para quase todos os idiomas europeus e estavam na boca de gente como Nietzsche, Freud, Gide, Hamsun, Fontane, entre outros.
Essa floração literária era o prodígio de uma nação que nunca conheceu o Renascimento nem o Século das Luzes, sempre tomada por um governo bárbaro, onde um es…