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Mostrando postagens de Setembro 18, 2015

Por outros meandros da Geração Beat

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Quando Allen Ginsberg chegou à Índia com seu companheiro, Peter Orlovsky, em 1961, para passar 15 meses, havia acabado de publicar Kaddish, um extenso poema dedicado à sua mãe que já havia morrido; o poema é sua obra-mestra e algo mais: o testemunho de que havia deixado de ser uma criança e que, portanto, tem que fazer algo para merecer uma idade adulta, que necessita estar à altura de seus objetivos. Esses objetivos, claros desde que William Blake lhe falara há uma década, numa visão que marcou o resto de sua trajetória literária e existencial, não eram outros que converter-se na “voz das multidões” e em “um santo”.
A Índia tinha que ajudar-lhe nisso, tornando-o um mestre e modificando sua percepção da realidade. Também lhe falando em outro tom da morte: a de sua mãe, que levou toda sua vida morrendo por causa das suas desordens mentais, e a do próprio filho, que parecia aos olhos dela como um fantasma preso nas drogas, nos amantes, na poesia ou nas viagens. Depois de Kaddish – o te…