Boletim Letras 360º #148

Edgar Allan Poe: ele nunca sai de moda. E vem nova edição com contos do escritor estadunidense em breve.


Nossas semanas magras ainda durarão um pouco. Possivelmente no próximo Boletim ou durante a semana nas redes sociais diremos quando voltaremos com todo gás de 2016. Por enquanto, lembramos uma novidade que queremos fazê-la ganhar força em nosso Facebook: as entradas 01:MIN DE POESIA. Só adiantamos uma coisa por aqui: todos os meses daremos livros de poesia aos nossos leitores. Interessou? Pois saiba como fazer para participar dessa ideia!

Segunda-feira, 04/01

>>> Portugal: Um conto inédito de Valter Hugo Mãe para ler online

Foi publicado pela CoolBooks, selo da Porto Editora que edita exclusivamente no formato eletrônico. “A menina que carregava bocadinhos” tem seis ilustrações de Paulo Damião, e duas delas estão numa edição impressa de um livro de contos preparado pelo escritor muito recentemente, "Contos de cães e maus lobos" que traz ilustrações de outros artistas como Ana Aragão, Cadão Volpato, Daniela Nunes, David de la Mano, Duarte Vitória, Filipe Rodrigues, Graça Morais, JAS, Joana Vasconcelos com Alice Vasconcelos, José Rodrigues, Luís Silveirinha, Nino Cais e Paulo Damião. Para ver o conto basta ir aqui.

Terça-feira, 05/01

>>> Brasil: O segundo livro da tetralogia da Elena Ferrante chega às livrarias em fevereiro

A história de um novo nome é a tradução para o título da misteriosa escritora italiana. Sai pela Biblioteca Azul. Nele, as personagens de A amiga genial, o primeiro livro da série, já estão com seus 20 e poucos anos.

Quarta-feira, 06/01

>>> França: A Unesco reconhece várias línguas indígenas como patrimônio da história da humanidade

A história começa na Rússia, em meados do séc. XVIII e, depois de passar por Espanha, chega ao México, Peru e às Filipinas, termina na Unesco, que finalmente reconhece o valor universal de uma série de vocabulários de línguas indígenas do então Novo Mundo guardados no Arquivo Geral das Índias de Sevilha. São 12 documentos que contém a lexicografia de 35 línguas indígenas da América e da Ásia que passam a formar parte do Registro da Memória do Mundo. Tudo começou pela imaginação da rainha Catarina II, a Grande, que, imbuída pelo espírito enciclopédico da ilustração e retomando um projeto do filósofo alemão Gottfried Leibniz, se propôs fazer um enorme compêndio que traduzia a todos os idiomas do mundo umas 400 palavras russas de uso comum, como mãe, rio, vento, casa... Assim, veio a luz entre os anos 1786 e 1787 “Linguarum totius orbis vocabulario comparativa” em 200 línguas da Europa e da Ásia. Mas, o espírito universal da obra caía por terra porque, entre outras coisas, não havia nela nenhuma língua americana. Por isso, Catarina escreveu uma carta pedindo ajuda ao rei da Espanha, Carlos III, que em 13 de novembro de 1787 autorizou a Ordem Real para tradução dos vocábulos nos idiomas do novo continente. As traduções, entretanto, nunca chegaram às suas mãos, muito provavelmente devido a morte de Carlos no ano seguinte. Três dos doze textos ora reconhecidos são anteriores à ordem do rei espanhol.

>>> Brasil: Alguns destaques da Companhia das Letras para o ano de 2016

Sim, preparem-se para atualizar as listas de leituras! Neste ano, a Companhia das Letras continua a reedição da obra de Thomas Mann -- sairão títulos como A montanha mágica e As confissões de Felix Krull; continua a edição da sequência de Karl Ove Knausgård com pelo menos mais um título, o quarto dos seis. Dos escritores Prêmio Nobel de Literatura Mo Yan e Svletna Alexievich sai Sorgo vermelho e Vozes de Chernobil, respectivamente; os destaques são Dois anos, oito meses e 28 noites, o novo livro de Salman Rushdie, Voltar para casa, de Toni Morrison (publicado nos Estados Unidos em 2012), A biografia involuntária dos amantes, de João Tordo, autor vencedor do Prêmio José Saramago. De casa, no primeiro semestre de 2016, a editora lança o novo livro da escritora Elvira Vigna, Como se estivéssemos em um palimpsesto de putas.

Quinta-feira, 07/01

>>> Brasil: Título que antecipa referências que Melville usaria depois para compor Moby Dick no Brasil

São muitos os livros de Melville ainda a serem lançados no Brasil; uma lista simples inclui desde sua obra poética a títulos como Pierre e Jaqueta branca para citar alguns. Havia expectativa de a extinta Cosac Naify trouxesse eles aos brasileiros, depois de publicar Moby Dick, Bartleby, o escrivão e Billy Budd. Mas, as coisas tomaram outro rumo. Dentre os citados, a novela Bartleby ganhou nova tradução e edição pela Autêntica Editora (cf. lembramos aqui) e a Editora Carambaia (ao que parece a mais próxima da estilosa Cosac) anunciou que trará Jaqueta branca. Além de antecipar referências a Moby Dick, o livro, em um de seus capítulos, descreve cenas da passagem do autor pelo Rio de Janeiro, em 1844.

Sexta-feira, 08/01

>>> Brasil: Livrarias recebem nova coletânea de contos de Edgar Allan Poe

O anúncio é da editora Darkside, autora de um projeto que pretende mesclar os contos escolhidos com fatos da vida do escritor estadunidense que explicam sua obra. “Quando bebia, Poe se dizia perseguido por um corvo, uma das principais referências que apareceriam em sua obra anos depois”, explica Christiano Menezes, sócio da Darkside. A organização está sendo feita pela própria editora e o livro terá ilustrações de artistas brasileiros e estrangeiros.

>>> Brasil: A Companhia das Letras se prepara para publicar o mais recente romance do escritor estadunidense Don Delillo

Reconhecido por retratar a vida cotidiana dos EUA dos séculos XX e XXI e por abordar temas importantes como Guerra Fria e bombas nucleares, o romance Zero K traz o tema do avanço da ciência e da tecnologia e os limites do homem em relação à morte. Este será o nono romance do escritor no Brasil publicado pela editora; entre os títulos está o vencedor do prêmio National Book Award, Ruído branco (1987), que conta a história de um professor universitário que se vê obrigado a mudar-se com sua família, devido à um acidente industrial que deixou cidade onde moravam inabitável e os mais recentes Ponto Omêga (2011) e O anjo esmeralda (2013). Ainda não há ainda previsão de quando o livro será lançado.

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