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Mostrando postagens de Janeiro 14, 2016

Os oito odiados, de Quentin Tarantino

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Por Pedro Fernandes



Tornou-se lugar comum a exaltação da genialidade: basta que alguém faça alguma coisa que se distinga das formas triviais e ganhe com isso alguma visibilidade. Fazer alguma coisa que se distinga das formas triviais, entretanto, nem sempre é um signo de genialidade, logo, não é possível chamar alguém, por esse motivo, de gênio. Essa questão é trazida para o início de um texto que aparentemente se configura como um conjunto de notas sobre o mais recente trabalho de Quentin Tarantino por uma causa – a febre que tomou alguns expectadores mais exaltados, fãs do diretor, a partir de Os oito odiados. 
Se esta é uma das produções melhor realizadas – é meu ponto de vista, de alguém que descobriu o diretor em Pulp fiction (o título que certamente o tornou querido entre todos), deixou de ver alguns outros trabalhos seus e, a partir de Kill Bill não perdeu nenhum dos seus filmes – isto não o faz de um todo genial. Mesmo porque o adjetivo talvez nunca sirva a quem é só um exímio…