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Mostrando postagens de Março 21, 2016

As lições de Arthur Rimbaud

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Por Neiva Dutra



Mais de um século após a sua morte, Arthur Rimbaud é uma figura que dificilmente poderá vir a ser determinada com precisão. Contentemo-nos, portanto, em saudar sua prodigiosa velocidade, sua existência literária que comprovou, em pouco tempo, que a poesia é possível.

Depois de Rimbaud, nada novo, nada mais a dizer, nada além de um reinício, a partir da intensa energia e das agitadoras formas do poeta.

Se há algo que possa descrever a obra de Arthur Rimbaud é a demonstração de que a linguagem da poesia é uma linguagem da qual participam os significados infinitos da palavra, a figuração e a identidade. Sua obra é puro movimento, trabalhada com uma generosa distribuição de significados e de novos sons.

Através do seu discurso, alegre e rápido, passa uma força intensa, que pode ser lida literalmente e em todos os sentidos. Esta superabundância de encontros o poeta desvela em uma afirmativa:


Vendem-se corpos sem preço, de qualquer raça, de qualquer
mundo, de qualquer sexo, …